Emprego e renda: Bia de Lima propõe Programa Qualifica Goiás Digital

A iniciativa tem como finalidade propiciar qualificação ao trabalhador, adequados às demandas do mundo digital.

A deputada estadual Bia de Lima (PT) apresentou nesta terça-feira, 7, projeto de lei que institui o Programa Qualifica Goiás Digital (PQGD), como política de Estado permanente, com dotação orçamentária própria a ser complementada pelo Tesouro Estadual, quando necessário.

A iniciativa tem como finalidade propiciar qualificação ao trabalhador, por meio da oferta de cursos de formação profissional, presenciais e a distância (EaD), adequados às demandas do mundo digital.

De acordo com a proposta, as vagas do programa serão destinadas preferencialmente a trabalhadores beneficiários do Programa Seguro-Desemprego; trabalhadores cadastrados no Sistema Nacional de Empregos – SINE – para intermediação de mãe-de-obra; pessoas beneficiárias dos Programas Sociais do Governo do Estado de Goiás e jovens provenientes de famílias de baixa renda.

Para Bia de Lima, a criação do PQGD se justifica pela necessidade de promover a empregabilidade e a inclusão digital no mercado de trabalho digital. “Com a oferta de cursos de formação profissional adequados às demandas do mundo digital, o programa visa proporcionais aos trabalhadores as habilidades necessárias para atender às exigências do mercado e contribuir para o desenvolvimento econômico e social do estado”, disse ela.

“Além disso, o programa contribui para a redução de desemprego e subemprego, o aumento da produtividade e renda dos trabalhadores digitais, bem como para a melhoria da qualidade da mãe de obra do estado, tornando-o mais competitivo no contexto econômico atual”, completou ela.

Objetivos
Conforme a proposta de Bia de Lima, os objetivos do programa são:
I – promover empregabilidade ao trabalhador residente no Estado de Goiás, considerando as demandas do mundo digital;
II – promover inclusão digital por meio de inserção ou recolocação no mercado de trabalho;
III – incrementar a produtividade e a renda dos trabalhadores digitais;
IV – estimular o crescimento pessoal e profissional dos trabalhadores;
V – reduzir as taxas de rotatividade no emprego formal;
VI – reduzir os níveis de desemprego e subemprego no mercado de trabalho;
VII – gerar oportunidades de trabalho e renda;
VIII – favorecer a competitividade do Estado de Goiás em razão da melhoria na qualidade de sua mão de obra;
IX – contribuir para o desenvolvimento econômico e social do Estado de Goiás, considerando as demandas do mundo digital.

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Em seu discurso, a deputada ressaltou que a ampliação do acesso à educação também deve ser acompanhada da valorização de professores e servidores técnico-administrativos. Bia de Lima também comentou sobre a greve dos trabalhadores da educação municipal de Goiânia, que, segundo ela, já ultrapassa duas semanas. Ela cobrou avanços nas negociações. “É preciso ter muito mais cuidado e zelo, atender o pessoal, sentar, discutir e achar uma saída”, defendeu.

“Estamos fazendo todos os esforços, buscando diversas autoridades para intermediar a situação com o prefeito Sandro Mabel, que prometeu retirar todas as propostas que haviam sido apresentadas. Essa medida, além de não ajudar, piora o que já não estava bom. Estamos buscando a resolução para esse impasse, que é de obrigação da gestão. A pauta está colocada há anos, os trabalhadores não só querem, como têm direito a valorização”, apontou a deputada.

Para Bia, o calendário eleitoral não deve servir de justificativa para reduzir a rotina de funcionamento do Parlamento. A deputada defendeu a manutenção dos dias e horários já conhecidos pela população, especialmente para garantir que quem acompanha os trabalhos da Assembleia pela TV Alego e pelos demais canais institucionais continue tendo previsibilidade sobre a atuação dos parlamentares.