Superendividamento: PL de Bia de Lima cria o Desenrola rural em Goiás

De acordo com a proposta, é considerado superendividamento rural a situação na qual o produtor rural, pessoa física ou jurídica, encontra-se em uma condição de endividamento excessivo e não sustentável, que comprometa a capacidade de produção, subsistência e desenvolvimento econômico.

A deputada Bia de Lima (PT) apresentou projeto de lei que institui a política estadual de combate ao superendividamento de pequenos e médios produtores rurais em Goiás, estabelecendo medidas preventivas e de assistência para promover a sustentabilidade econômica do meio rural.

De acordo com a proposta, é considerado superendividamento rural a situação na qual o produtor rural, pessoa física ou jurídica, encontra-se em uma condição de endividamento excessivo e não sustentável, que comprometa a capacidade de produção, subsistência e desenvolvimento econômico.

“Queremos ajudar esses produtores, que infelizmente estão superendividados. Precisamos ter os mecanismos para ajudá-los, seja do ponto de vista da orientação, seja buscando as renegociações. No âmbito federal, foi criado o desenrola, que ajudou milhões de pessoas a ajeitarem suas dívidas. Nessa mesma ideia, queremos que essa possibilidade também chegue ao pessoal do campo”, afirmou a deputada.

“Nosso projeto oferece condições para que essas pessoas tenham possibilidade de fazer as renegociações necessárias. Para que tenham uma perspectiva de produção, para que tenham algo mais animador. Os grandes produtores têm mais recursos, já os pequenos ficam mergulhados no problema, sem saber como sair do buraco. Penso que com essa proposta temos condições de alavancar novamente os pequenos e médios produtores”, completou Bia de Lima.

Ações

Conforme a proposta, os objetivos são:
I – Identificar as causas e os fatores que contribuem para o superendividamento dos pequenos e médios produtores rurais em Goiás;

II – Desenvolver e implementar programas de educação financeira e capacitação para os produtores rurais, visando promover o uso responsável de crédito e a gestão financeira adequada;

III – Estabelecer mecanismos de acompanhamento e monitoramento do endividamento dos produtores rurais, com o objetivo de identificar precocemente situações de superendividamento e prestar assistência adequada;

IV – Fomentar a negociação de dívidas e a renegociação de contratos de crédito rural, buscando condições mais favoráveis para os produtores endividados;

V – Promover a diversificação das fontes de renda e a adoção de práticas sustentáveis de produção, visando aumentar a resiliência econômica dos produtores rurais e reduzir sua vulnerabilidade ao endividamento excessivo;

VI – Estabelecer parcerias com instituições financeiras, entidades representativas dos produtores rurais, órgãos governamentais e organizações da sociedade civil para a implementação das ações previstas nesta Lei.

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Para a parlamentar, militante da área da educação, a sanção é um grande avanço. “É uma alegria receber o convite do presidente Lula para participar deste momento, que é histórico. Sou presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Goiás e já estamos trabalhando não só para construir, mas também para garantir a implementação do PNE e do Plano Estadual de Educação de Goiás. Este documento é importante para todos os brasileiros”, afirmou a deputada.

“Esse programa aproxima os deputados e o Poder Legislativo das pessoas, dos municípios, trazendo demandas, ouvindo a população, levando benefícios e, principalmente, resultados, que é o que importa. A iniciativa já se tornou essencial para o nosso estado”, afirmou.

Ao discursar na tribuna, a deputada destacou que protocolou requerimento solicitando a realização de audiência pública para discutir a exploração de terras raras e outros recursos minerais no estado. “Precisamos aprofundar esse debate e reunir especialistas, representantes do poder público, setor produtivo e sociedade civil para discutir os impactos econômicos, sociais e ambientais da atividade mineradora em Goiás. É fundamental que o estado não repita um modelo histórico de exploração, em que riquezas naturais são retiradas sem que haja retorno efetivo para a população. Não podemos permitir que Goiás seja apenas um território de extração, onde se levam as riquezas e ficam os impactos, muitas vezes irreversíveis”, destacou.