Sustentabilidade: Bia de Lima quer mercado de crédito por meio da reciclagem em Goiás

Nesta terça-feira, 29, a deputada estadual Bia de Lima (PT) apresentou um projeto de lei no qual institui o programa de gestão da economia circular, com o objetivo de promover a redução da disposição de resíduos em aterros sanitários, incentivar a adoção de tecnologias de reciclagem e reutilização, criar centro de trituração, coleta, transporte e reciclagem eficaz do vidro, visando a diminuição do impacto ambiental.

Entre as atribuições do Executivo no projeto, está a promoção da integração das escolas públicas estaduais em campanhas de conscientização e educação ambiental, por meio da inclusão de conteúdos relacionados à gestão de resíduos de vidro e economia circular nos currículos escolares.

A proposta estabelece também o Mercado de Crédito de Reciclagem no Estado de Goiás, com o intuito de fomentar a reciclagem e a reutilização de resíduos de vidro, o que possibilitará a emissão de créditos de reciclagem para agentes ambientais que excederem as metas estabelecidas pelo órgão competente; a comercialização dos créditos entre os agentes ambientais, proporcionando incentivos financeiros para o aumento das ações de reaproveitamento dos resíduos, além de diretrizes para emissão, registro, rastreabilidade e verificação dos créditos e definição de critérios para a conversão dos mesmos em incentivos fiscais, subsídios ou outros benefícios econômicos.

“Essa proposta visa atender aos princípios e diretrizes fundamentais que regem o nosso país, em especial o compromisso com a preservação do meio ambiente, o desenvolvimento sustentável e a garantia do direito de todos a um ambiente ecologicamente equilibrado. O projeto tem o intuito de assegurar às presentes e futuras gerações, por meio do fomento à adoção de práticas de economia circular, redução de resíduos e reciclagem de materiais, promovendo uma gestão sustentável dos recursos naturais, assegurando a minimização dos impactos ambientais decorrentes do descarte inadequado de resíduos de vidro e promovendo a qualidade de vida da população goiana”, afirmou Bia de Lima.

“Há um reforço na importância da educação ambiental ao promover a integração das escolas públicas estaduais em campanhas de conscientização e educação ambiental, cumprindo com a obrigação de incentivar a sensibilização e a participação da sociedade na preservação do meio ambiente. Já a introdução do Mercado de Créditos de Reciclagem, por sua vez, tem fundamento nas prerrogativas constitucionais de fomentar a atividade econômica em consonância com a proteção ambiental”, detalha a deputada.

Acesse o link https://opine.al.go.leg.br/, faça o cadastro e vote SIM no nosso projeto.

Para a parlamentar, militante da área da educação, a sanção é um grande avanço. “É uma alegria receber o convite do presidente Lula para participar deste momento, que é histórico. Sou presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Goiás e já estamos trabalhando não só para construir, mas também para garantir a implementação do PNE e do Plano Estadual de Educação de Goiás. Este documento é importante para todos os brasileiros”, afirmou a deputada.

“Esse programa aproxima os deputados e o Poder Legislativo das pessoas, dos municípios, trazendo demandas, ouvindo a população, levando benefícios e, principalmente, resultados, que é o que importa. A iniciativa já se tornou essencial para o nosso estado”, afirmou.

Ao discursar na tribuna, a deputada destacou que protocolou requerimento solicitando a realização de audiência pública para discutir a exploração de terras raras e outros recursos minerais no estado. “Precisamos aprofundar esse debate e reunir especialistas, representantes do poder público, setor produtivo e sociedade civil para discutir os impactos econômicos, sociais e ambientais da atividade mineradora em Goiás. É fundamental que o estado não repita um modelo histórico de exploração, em que riquezas naturais são retiradas sem que haja retorno efetivo para a população. Não podemos permitir que Goiás seja apenas um território de extração, onde se levam as riquezas e ficam os impactos, muitas vezes irreversíveis”, destacou.