Projeto de Lei da deputada Bia de Lima regulamenta mercado de crédito de carbono em Goiás

Visando a preservação do meio ambiente, a deputada estadual Bia de Lima (PT) apresentou nesta terça-feira, 20, projeto de lei que regulamenta o Mercado de Créditos de Carbono em Goiás. O objetivo da proposta é incentivar a redução das emissões de gases de efeito estufa e promover a transição para uma economia de baixo carbono.

O projeto estabelece diretrizes e critérios para a emissão, validação, verificação, comercialização e registro dos créditos de carbono provenientes de projeto de redução de emissões no Estado.

Conforme a proposta, os créditos de carbono emitidos em Goiás serão reconhecidos e poderão ser comercializados nos mercados nacional e internacional, de acordo com as regras e regulamentações vigentes.

“A transição para uma economia de baixo carbono é uma necessidade urgente no cenário global, e o Brasil, como signatário de importantes tratados internacionais, possui um papel fundamental nesse contexto. Dados e estatísticas apontam o uso dos créditos de carbono como um instrumento viável nesse processo”, diz a deputada.

O Brasil é um dos participantes e signatários do Acordo de Paris – tratado internacional que estabelece metas de redução de emissões de gases do efeito estufa e a limitação da temperatura global – e se comprometeu a reduzir suas emissões em 37% até 2025, com perspectiva de ampliar esse compromisso para 43% até 2030.

“O cumprimento dessas metas, que são ambiciosas, requer a adoção de estratégias que promovam uma economia de baixo carbono. Os créditos de carbono têm sido amplamente reconhecidos como uma ferramenta eficaz na redução das emissões e no incentivo à transição para uma economia sustentável. Por meio desse mecanismo, empresas e organizações podem investir em projetos de redução de emissões, recebendo créditos que podem ser utilizados para compensar suas próprias emissões”, ressalta Bia de Lima.

Ainda de acordo com a parlamentar, o estado de Goiás possui um potencial significativo para gerar créditos de carbono. “Em razão de suas características geográficas e ao extenso território de área de cerrado, bem como recursos naturais abundantes, entre nascentes e vegetação nativa, Goiás tem a capacidade de desenvolver projetos de redução de emissões, principalmente, na agricultura, pecuária e energia renovável. Medidas como o manejo adequado do solo, o reflorestamento e o uso de energias limpas, podem contribuir para a redução das emissões e promover efetivamente uma economia de baixo carbono”, completou.  

Para a parlamentar, militante da área da educação, a sanção é um grande avanço. “É uma alegria receber o convite do presidente Lula para participar deste momento, que é histórico. Sou presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Goiás e já estamos trabalhando não só para construir, mas também para garantir a implementação do PNE e do Plano Estadual de Educação de Goiás. Este documento é importante para todos os brasileiros”, afirmou a deputada.

“Esse programa aproxima os deputados e o Poder Legislativo das pessoas, dos municípios, trazendo demandas, ouvindo a população, levando benefícios e, principalmente, resultados, que é o que importa. A iniciativa já se tornou essencial para o nosso estado”, afirmou.

Ao discursar na tribuna, a deputada destacou que protocolou requerimento solicitando a realização de audiência pública para discutir a exploração de terras raras e outros recursos minerais no estado. “Precisamos aprofundar esse debate e reunir especialistas, representantes do poder público, setor produtivo e sociedade civil para discutir os impactos econômicos, sociais e ambientais da atividade mineradora em Goiás. É fundamental que o estado não repita um modelo histórico de exploração, em que riquezas naturais são retiradas sem que haja retorno efetivo para a população. Não podemos permitir que Goiás seja apenas um território de extração, onde se levam as riquezas e ficam os impactos, muitas vezes irreversíveis”, destacou.