Deputada Bia de Lima quer presidente do Ipasgo em audiência pública para discutir privatização do Instituto

A deputada Bia de Lima, por meio de requerimento, solicitou na sessão desta terça-feira, 4, que a Assembleia Legislativa envie convite ao presidente do Ipasgo, Vinícius de Cecílio Luz, para comparecer à audiência pública que será realizada no próximo dia 12, às 09horas, para debater a privatização do Instituto de Assistência dos Servidores Públicos de Goiás (Ipasgo), com a participação do Fórum em Defesa dos Servidores e Serviços Públicos de Goiás, servidores e segurados.

Na justificativa, a parlamentar argumentou que “no documento de Contas Anuais do Governo – Exercício de 2021, o Tribunal de Contas do Estado de Goiás afirmou, distintamente, que na composição da Receita Corrente Líquida de Goiás são utilizadas receitas que efetivamente não pertencem ao Estado, consistentes nos descontos dos servidores públicos e dos pagamentos das mensalidades de segurados agregados do Instituto de Assistência dos Servidores do Estado de Goiás – IPASGO, além de outras receitas do próprio órgão que, no total, representam 5,76% da RCL do período aferido”.

O TCE ressaltou ainda, no referido expediente, que tal fato caracteriza uma utilização indevida de recursos de terceiros pelo Estado na composição da sua RCL.

Em seu discurso, a deputada ressaltou que a ampliação do acesso à educação também deve ser acompanhada da valorização de professores e servidores técnico-administrativos. Bia de Lima também comentou sobre a greve dos trabalhadores da educação municipal de Goiânia, que, segundo ela, já ultrapassa duas semanas. Ela cobrou avanços nas negociações. “É preciso ter muito mais cuidado e zelo, atender o pessoal, sentar, discutir e achar uma saída”, defendeu.

“Estamos fazendo todos os esforços, buscando diversas autoridades para intermediar a situação com o prefeito Sandro Mabel, que prometeu retirar todas as propostas que haviam sido apresentadas. Essa medida, além de não ajudar, piora o que já não estava bom. Estamos buscando a resolução para esse impasse, que é de obrigação da gestão. A pauta está colocada há anos, os trabalhadores não só querem, como têm direito a valorização”, apontou a deputada.

Para Bia, o calendário eleitoral não deve servir de justificativa para reduzir a rotina de funcionamento do Parlamento. A deputada defendeu a manutenção dos dias e horários já conhecidos pela população, especialmente para garantir que quem acompanha os trabalhos da Assembleia pela TV Alego e pelos demais canais institucionais continue tendo previsibilidade sobre a atuação dos parlamentares.