UEG: deputada Bia de Lima cobra plano de carreira para servidores técnicos da instituição

A UEG é a única universidade do Brasil que não possui plano de carreira para os técnicos administrativos. Uma Assembleia Geral Extraordinária está marcada para 3 de abril de 2025 para definir os próximos passos do movimento.

Atuando em diversas frentes em favor da Universidade Estadual de Goiás (UEG), a deputada estadual Bia de Lima (PT) reivindica que o Governo de Goiás encaminhe o plano de carreira dos servidores técnicos da instituição, para que seja votado e aprovado pela Assembleia Legislativa de Goiás.

De acordo com a parlamentar, o plano de carreira dos técnicos é fundamental para a valorização dos profissionais.

“Estamos trabalhando em duas frentes principais em favor da UEG. A primeira, enviando emendas parlamentares para diversos campus, o que colabora essencialmente com a estruturação e fortalecimento da instituição em todo o estado. Segunda é na reivindicação do Governo para que envie o plano de carreira dos técnicos da instituição, para que seja apreciado na Alego. Isso significa o reconhecimento do trabalho desses profissionais e uma maior valorização de algo que é esperado há tempos”, afirmou a deputada.

Na segunda-feira, 31, os técnicos administrativos da UEG realizaram uma paralisação geral em todos os câmpus e unidades da universidade. A categoria protesta contra a posição da Secretaria de Estado da Administração (Sead), que informou não haver reserva orçamentária para avanços no plano de carreira devido ao limite prudencial das projeções financeiras do estado para 2026 e 2027. Os técnicos argumentam que a falta de impacto financeiro inviabiliza melhorias na carreira, indo contra avanços já conquistados por outras categorias.

A UEG é a única universidade do Brasil que não possui plano de carreira para os técnicos administrativos. Uma Assembleia Geral Extraordinária está marcada para 3 de abril de 2025 para definir os próximos passos do movimento.

Apoio à UEG
No ano passado, o mandato da deputada Bia de Lima destinou R$ 300 mil em emendas parlamentares para investimento nos câmpus da Universidade Estadual de Goiás de Campos Belos, Cidade de Goiás, Formosa, Goiânia, Posse, Quirinópolis e Uruaçu.

Já neste ano, serão R$ 900 mil para 14 unidades. Veja a Lista:

  • UEG Aparecida de Goiânia ……….. R$ 100.000,00
  • UEG Goiânia (Laranjeiras) ………… R$ 100.000,00
  • UEG Posse ………………………………… R$ 100.000,00
  • UEG Quirinópolis ……………………… R$ 100.000,00
  • UEG Caldas Novas …………………..   R$   50.000,00
  • UEG Cidade de Goiá ………………… R$  50.000,00
  • UEG Goianésia ………………………… R$  50.000,00
  • UEG Inhumas …………………………… R$  50.000,00
  • UEG Iporá ………………………………… R$  50.000,00
  • UEG Itapuranga ………………………… R$  50.000,00
  • UEG Jataí …………………………………  R$  50.000,00
  • UEG Palmeiras de Goiás ……………. R$  50.000,00
  • UEG Pires do Rio ………………………. R$  50.000,00
  • UEG Uruaçu ……………………………..  R$  50.000,00

A parlamentar solicitou que a imunização seja garantida aos profissionais da saúde, da educação e também aos servidores da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Ela defendeu, ainda, que seja implantado um ponto de vacinação dentro da Casa Legislativa, facilitando o acesso e fortalecendo o cuidado com quem está na linha de frente todos os dias.

“Estamos aqui mobilizados pelo fim da escala 6x1, que é algo essencial para a classe trabalhadora, que precisa fazer a sua parte e pressionar o Congresso Nacional pela aprovação. Isso será uma grande vitória para o povo brasileiro. Todos nós precisamos de tempo de descanso, tempo de qualidade, especialmente nós, mulheres, que fazemos jornadas múltiplas”, afirmou a deputada.

Durante sua fala, a parlamentar destacou que está em retorno de Brasília, onde cumpriu importantes compromissos institucionais. Entre eles, a participação na Marcha da Classe Trabalhadora, mobilização que reúne representantes de diversas categorias para a apresentação de uma pauta unificada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Bia de Lima ressaltou a importância do ato como espaço de diálogo direto com o Governo Federal. “É um momento fundamental para garantir que as demandas dos trabalhadores sejam ouvidas e consideradas nas decisões nacionais”, afirmou.