“Sofrimento absurdo”, afirma Bia de Lima em ato de aposentados pelo fim do desconto de 14,25%

“Nenhum de nós, aposentados, autorizou esse desconto que provoca tamanho sofrimento absurdo. O governo não paga os reajustes devidos, não cumpre com os nossos direitos, mas desconta no salário das pessoas todos os meses. São inventadas manobras, coisas que nem estão nas leis, para que o desconto seja executado”, afirmou ela.

A deputada estadual Bia de Lima (PT), que também preside o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), liderou um grande ato na manhã desta sexta-feira (3/10), no Palácio das Esmeraldas, sede oficial do Governo de Goiás. Reunida com aposentados dos quatro cantos do estado, a parlamentar fez um apelo ao govenador Ronaldo Caiado (UB), para que acabe de uma vez por todas com o desconto de 14,25% da categoria.

Segundo a deputada, a cobrança é injusta e causa sofrimento a quem já fez sua contribuição previdenciária ao longo da vida de trabalho.

“Nenhum de nós, aposentados, autorizou esse desconto que provoca tamanho sofrimento absurdo. O governo não paga os reajustes devidos, não cumpre com os nossos direitos, mas desconta no salário das pessoas todos os meses. São inventadas manobras, coisas que nem estão nas leis, para que o desconto seja executado”, afirmou ela.

De acordo com Bia de Lima, desde a aprovação da taxa, em 2019, os servidores públicos goianos estão cada vez mais em situação de dificuldade, especialmente, os da Educação. “Aos poucos o governo Caiado está tirando tudo o que temos. Os 14,25% foram aprovados no final do ano, na calada. Com isso, também acabaram com a licença-prêmio, aposentadoria especial, o quinquênio, aumentou a jornada de trabalho, e tudo isso tem adoecido o nosso povo. É inadmissível que alguém já aposentado, continue pagando a contribuição previdenciária como se fosse se aposentar de novo, isso não vai acontecer”, ressaltou.

Ainda segundo a deputada, a situação é de penúria. “Estamos aqui fazendo um apelo: tenha misericórdia, governador! Muitos aposentados não conseguem pagar nem os próprios remédios”, declarou a parlamentar.

Durante a manifestação, Bia de Lima também destacou que não adianta a gestão estadual criar bolsas e benefícios para os profissionais da Educação que não são agregados na carreira, às custas dos outros trabalhadores da categoria, inclusive, os que já deixaram os postos de trabalho.

“Se o governo não recebe as entidades classistas para o diálogo e para a negociação, o povo vem até aqui, mostrar a sua indignação. Uma pena que a mídia não esteja aqui para registrar o nosso ato, apelando desesperadamente para que o governo tenha complacência. O Caiado não tem sentimento, ele está sangrando os aposentados. Ninguém aguenta mais! A situação é desesperadora”, completou.

De acordo com a parlamentar, ela está atenta à proteção das crianças e adolescentes goianos. “Infelizmente, em tempos atuais, seja em função do uso da internet, no ambiente familiar ou em qualquer outro espaço, nossas crianças têm sido atingidas, têm sido ameaçadas ou, quando não, violentadas. Então, nós precisamos ter um momento em que a gente pare e acione toda a comunidade, toda a sociedade, para essa escuta, para que possamos saber o que está ocorrendo, para que os conselhos tutelares, a sociedade, a família e a escola possam, de fato, conhecer se está ou não havendo algum tipo de situação errada”, disse a deputada.

Com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, a deputada Bia de Lima destacou que a reforma tributária é estratégica para ampliar investimentos e promover desenvolvimento em todo o país. “Uma reforma tributária justa é fundamental para que o país tenha mais capacidade de investimento e para que os recursos cheguem a quem mais precisa, especialmente nos municípios menores, que dependem de um olhar atento do poder público”, destacou.

O Projeto de Lei que trata do reajuste do Piso do Magistério para 2026 foi aprovado nesta quinta-feira (12/3), em segunda e última votação, na Assembleia Legislativa de Goiás. O percentual de 5,4%, definido pelo Governo Federal, será aplicado na carreira para todos os professores efetivos da ativa e também para os aposentados, com a devida paridade.