Risco de Vida: deputada Bia de Lima quer pagamento de gratificação para servidores educacionais do sistema prisional de Goiás

Durante sessão desta terça-feira, 18, a deputada Bia de Lima (PT) solicitou, por meio de requerimento, o pagamento da Gratificação de Risco de Vida para os servidores que prestam assistência educacional aos reeducandos do sistema prisional de Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da capital goiana. O documento é destinado à secretária de Estado da Educação de Goiás, Aparecida de Fátima Gavioli Soares Pereira.

A gratificação foi instituída pela Lei Estadual nº 17.485, de 12 de dezembro de 2011, e concede o benefício em razão da exposição ao risco, decorrente de contato direto, indireto, continuado ou não, com pessoas submetidas à privação de liberdade. No entanto, foi suspensa em 2017 e, até o momento, o pagamento não foi retomado.

Segundo Bia, “a gratificação por risco de vida é uma compensação concedida ao servidor em face das condições nocivas em que exerce as suas funções”, diz ela.

Também por meio de requerimento, endereçado à titular da pasta da Educação, a parlamentar solicitou o oferecimento de cursos profissionalizantes na unidade educacional do sistema prisional em Aparecida, além da concessão da Bolsa Estudo do Governo do Estado de Goiás aos reeducandos.

Bia ressalta que o direito à educação aos presos é estabelecido por meio da Lei de Execução Penal (LEP), que dispõe com relação ao dever do Estado de fornecer assistência ao preso para, não apenas prevenir o crime, mas para orientar o retorno daquele à convivência.

“É necessária a preparação dos reeducandos para a reinserção do indivíduo na sociedade, de forma que ele possa contribuir positivamente para o desenvolvimento de sua comunidade, e é sabida importância da Educação nesse processo”, afirma a deputada.

“Eu tomei conhecimento de que o Ipasgo não está oferecendo o DIU para ser instalado nas mulheres. É preciso que o plano de saúde atenda completamente às usuárias, principalmente, quando se trata da saúde das mulheres. Eu entendo que isso é um baita atraso”, afirmou Bia.

Ao usar a tribuna da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) durante a sessão ordinária desta terça-feira (23/6), a deputada estadual Bia de Lima (PT) criticou a falta de transparência no programa IA contra o crime, que usa inteligência artificial no monitoramento de ações criminosas. Os contratos que tinham como objetivo a expansão do programa foram suspensos pela Justiça de Goiás na semana passada.

“As mulheres estão cada vez mais dominando os debates e discussões políticas e é justamente esse o lugar que devemos ocupar: o do protagonismo e do conhecimento! É sempre importante reforçamos o nosso compromisso com a participação política e o apoio do nosso mandato a quem deseja seguir nesse caminho”, afirmou a deputada.