Projeto de lei de Bia de Lima garante proteção a superficiários e comunidades impactadas pela exploração de minerais críticos em Goiás

“A alteração na legislação responsável pela instituição da Autoridade Estadual de Minerais Críticos do Estado de Goiás (AMIC/GO) e do Fundo Estadual de Desenvolvimento dos Minerais Críticos (FEDMC) não invade a competência da União, bem como não altera o regime jurídico federal de autorização, concessão de lavra, servidão mineral ou dominialidade dos recursos minerais”, afirma a deputada, que tem se preocupado com a questão, especialmente, após as negociações entre o estado e os Estados Unidos, envolvendo as Terras Raras.

A deputada estadual Bia de Lima (PT) apresentou nessa quarta-feira (13/5), o projeto de lei que altera a lei estadual nº 23.597, de 27 de agosto de 2025, para instituir diretrizes de proteção aos direitos do superficiários e das comunidades impactadas pela exploração de minerais críticos em Goiás.

De acordo com Bia de Lima, o projeto dispõem sobre a instituição de normas gerais de transparência, mecanismos administrativos de mediação, governança, instrumentos de publicidade e políticas estaduais para os territórios suplementares.

“A alteração na legislação responsável pela instituição da Autoridade Estadual de Minerais Críticos do Estado de Goiás (AMIC/GO) e do Fundo Estadual de Desenvolvimento dos Minerais Críticos (FEDMC) não invade a competência da União, bem como não altera o regime jurídico federal de autorização, concessão de lavra, servidão mineral ou dominialidade dos recursos minerais”, afirma a deputada, que tem se preocupado com a questão, especialmente, após as negociações entre o estado e os Estados Unidos, envolvendo as Terras Raras.

Conforme a proposição, a lei passa a considerar a função socioambiental da propriedade; a prevenção e precaução ambiental; a dignidade das comunidades impactadas; a transparência minerária; a reparação integral dos danos; a participação social; a justiça territorial e intergeracional, e ainda a mediação e solução consensual de conflitos fundiários.

De acordo com a lei, considera-se superficiário, o proprietário, possuidor, ocupante legítimo, assentado, arrendatário, parceiro rural ou detentor de uso economicamente explorável de imóvel atingido direta ou indiretamente pela atividade minerária relacionada a minerais críticos.

Além disso, entende-se por impacto minerário, qualquer alteração ambiental, social, econômica ou territorial decorrente das atividades de pesquisa, lavra, beneficiamento, transporte, disposição de rejeitos ou infraestrutura associada.

No mesmo dia, a deputada apresentou ainda um requerimento, endereçado ao presidente substituto do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, Jair Schmitt, no qual solicita informações sobre o declínio de competência promovido pela Ibama em favor da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás, Semad, referente aos processos de licenciamento ambiental para a exploração de terras raras no estado.

Segundo Bia, durante a audiência pública promovida por ela, com o tema “Exploração de Terras Raras em Goiás: desafios socioambientais e caminhos para o desenvolvimento sustentável”, realizada nessa quarta-feira (13/5), na Assembleia Legislativa de Goiás, foi questionada a competência para o licenciamento das atividades de exploração de minérios raros. Contudo, ficou constatada a presença de elementos radioativos e, por isso, houve o declínio da competência referente ao procedimento administrativo de licenciamento ambiental para o órgão estadual.

Em razão da movimentação, a deputada solicitou informações, bem como a análise do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o Ibama e a Semad-GO, bem como a adoção de providências necessárias para a avocação da competência pelo órgão federal, a fim de cumprir os preceitos legais e por tratar-se de atividade de grande impacto e abrangência.

Durante sua fala, a deputada mencionou o recente debate envolvendo a possível negociação da Serra Verde com empresas norte-americanas e observou que a discussão pública tem se concentrado mais na disputa comercial entre Estados Unidos e China do que nos impactos efetivos da exploração mineral em Goiás. “Temos uma série de matérias recorrentes muito mais em função de se nós vamos vender os produtos das terras raras para a China ou para os Estados Unidos do que efetivamente em cima dos resultados que poderiam advir dessa exploração”, pontuou.

Presidente licenciada do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), a deputada afirmou que a greve é resultado de diversos pontos que precisariam de atenção na área. Ela destacou a desvalorização dos técnicos administrativos e a contratação de temporários em detrimento de aprovados em concurso público.

“Nesse contexto, a Tirzepartia surge como uma inovação terapêutica de grande relevância, com eficácia comprovada na redução significativa do peso corporal e no controle glicêmico, promovendo benefícios clínicos expressivos para pacientes com obesidade severa. Trata-se de um medicamento moderno, cuja ação diferenciada contribui não apenas para a perda de peso, mas também para a diminuição dos riscos associados às comorbidades frequentemente presentes nesses casos”, completa ela.