Projeto da Deputada Bia de Lima que trata sobre acolhimento personalizado a estudantes em vulnerabilidade se torna lei em Goiás

“A existência de um ambiente escolar acolhedor e de apoio psicopedagógico pode reduzir significativamente as taxas de evasão escolar”, explica. “Alunos que enfrentam desafios emocionais e sociais são mais propensos a abandonar os estudos, o que impacta negativamente seu futuro e a economia do Estado”, completa ela.

O projeto apresentado pela deputada estadual Bia de Lima (PT) que trata sobre a oferta de suporte integral e personalizado, por meio da Política Estadual de Apoio Psicossocial e Psicopedagógico para Alunos em Situação de Vulnerabilidade Social, foi oficializada como Lei nº 24.096, no último dia 13 de fevereiro.

A iniciativa visa contemplar, especialmente, os estudantes que enfrentam desafios emocionais, sociais e educacionais. Segundo a legislação, a implementação do programa não apenas se alinha com a questão da responsabilidade social, mas também apresenta benefícios econômicos tangíveis para o Estado.

“A existência de um ambiente escolar acolhedor e de apoio psicopedagógico pode reduzir significativamente as taxas de evasão escolar”, explica. “Alunos que enfrentam desafios emocionais e sociais são mais propensos a abandonar os estudos, o que impacta negativamente seu futuro e a economia do Estado”, completa ela.

A nova lei determina diretrizes específicas para alcançar a sua finalidade. Entre elas, está o estímulo à identificação precoce, mediante avaliações psicopedagógicas e socioemocionais, de estudantes em situação de vulnerabilidade; à disponibilização de profissionais especializados para oferecer o devido acompanhamento individual; e à orientação e apoio aos pais ou responsáveis. Incentivar a realização de atividades psicopedagógicas e socioemocionais, para promover o desenvolvimento de habilidades interpessoais, emocionais e cognitivas dos jovens e o acompanhamento do rendimento dos alunos em situação de vulnerabilidade são outros exemplos. 

A norma será regulamentada pelo Executivo Estadual, que estabelecerá também a forma de monitoramento e avaliação da política pública. Eventuais despesas relacionadas serão custeadas por dotações orçamentárias próprias. 

“Esse programa aproxima os deputados e o Poder Legislativo das pessoas, dos municípios, trazendo demandas, ouvindo a população, levando benefícios e, principalmente, resultados, que é o que importa. A iniciativa já se tornou essencial para o nosso estado”, afirmou.

Ao discursar na tribuna, a deputada destacou que protocolou requerimento solicitando a realização de audiência pública para discutir a exploração de terras raras e outros recursos minerais no estado. “Precisamos aprofundar esse debate e reunir especialistas, representantes do poder público, setor produtivo e sociedade civil para discutir os impactos econômicos, sociais e ambientais da atividade mineradora em Goiás. É fundamental que o estado não repita um modelo histórico de exploração, em que riquezas naturais são retiradas sem que haja retorno efetivo para a população. Não podemos permitir que Goiás seja apenas um território de extração, onde se levam as riquezas e ficam os impactos, muitas vezes irreversíveis”, destacou.

Entre as pautas defendidas pela parlamentar em favor dos aposentados do serviço público, especialmente, os da Educação, categoria representada pela deputada, estão o reajuste do Piso do Magistério e data-base para Administrativos; a luta pelo fim do desconto de 14,25%; venda do hospital do servidor público; taxa de 30% dos dependentes do IPASGO e a mudança da natureza jurídica do IPASGO: valores inviáveis, dificuldade de conseguir exames e consultas com pagamentos indevidos.