Professores: “Absurdo”, diz deputada Bia de Lima sobre ataque em Rio Verde

A deputada Bia de Lima (PT) repudiou veementemente a fala do presidente da Comigo, Antônio Chavaglia, durante o lançamento da Tecnoshow, na manhã desta quarta-feira, 21, em Rio Verde. Na ocasião, ele declarou que “crianças aprendem pornografia nas escolas” e que “professores andam nus”.

Da tribuna da Assembleia Legislativa de Goiás, Bia de Lima protestou contra os ataques. “É um absurdo, uma tristeza imensa. Dizer que professores ensinam pornografia nas escolas, que andam pelados, o que é isso? Em que mundo ele vive? Trabalhamos todos os dias para melhorar a Educação de Goiás e do Brasil, mas ele e tantos outros nunca se preocuparam com a valorização do nosso trabalho ou com a qualidade do ensino”, enfatizou a deputada.

Segundo Bia, as declarações descabidas de Chavaglia são inaceitáveis. “Essas declarações em nada ajudam os professores que trabalham e se dedicam à causa. São ataques que precisam de comprovação, então vamos tomar todas as medidas cabíveis “, completou Bia de Lima.

A parlamentar exigiu respeito à categoria e pontuou que não aceitará ataques desta natureza e tomará as devidas providências para retratação.

“As pessoas precisam entender que educar um filho não é espancar, especialmente, em razão das educações anteriores. Essa é a nova dinâmica de educar, sem bater, mas isso inclui também a construção de limites, para que não cresçam crianças sem parâmetros e regras. As escolas estão sofrendo muito com isso. Em muitos desses casos de ataques e violências nas escolas, o histórico das pessoas envolve questões dessa natureza”, aponta Bia de Lima.

A iniciativa tem como objetivo reconhecer a trajetória de um dos cursos mais importantes do Sudoeste goiano, responsável pela formação de gerações de educadores e educadoras que atuam na rede pública e privada de ensino. Além disso, a instituição é responsável por contribuir para o fortalecimento da pesquisa, da extensão universitária e da produção de conhecimento na área educacional.

O foco da discussão foi a situação da Mineradora Serra Verde, localizada em Minaçu, no Norte goiano. O empreendimento é considerado a primeira operação comercial de terras raras do Brasil e tem sido alvo de preocupação após apontamentos de órgãos ambientais sobre possíveis impactos em córregos da região, falhas no monitoramento da água e irregularidades relacionadas à atividade minerária.