Professores: “Absurdo”, diz deputada Bia de Lima sobre ataque em Rio Verde

A deputada Bia de Lima (PT) repudiou veementemente a fala do presidente da Comigo, Antônio Chavaglia, durante o lançamento da Tecnoshow, na manhã desta quarta-feira, 21, em Rio Verde. Na ocasião, ele declarou que “crianças aprendem pornografia nas escolas” e que “professores andam nus”.

Da tribuna da Assembleia Legislativa de Goiás, Bia de Lima protestou contra os ataques. “É um absurdo, uma tristeza imensa. Dizer que professores ensinam pornografia nas escolas, que andam pelados, o que é isso? Em que mundo ele vive? Trabalhamos todos os dias para melhorar a Educação de Goiás e do Brasil, mas ele e tantos outros nunca se preocuparam com a valorização do nosso trabalho ou com a qualidade do ensino”, enfatizou a deputada.

Segundo Bia, as declarações descabidas de Chavaglia são inaceitáveis. “Essas declarações em nada ajudam os professores que trabalham e se dedicam à causa. São ataques que precisam de comprovação, então vamos tomar todas as medidas cabíveis “, completou Bia de Lima.

A parlamentar exigiu respeito à categoria e pontuou que não aceitará ataques desta natureza e tomará as devidas providências para retratação.

Na ocasião, a deputada reforçou seu voto favorável ao fim da "taxa do agro", aprovada em definitivo, e cobrou do governo de Ronaldo Caiado (UB) que envie à Casa uma medida para extinguir o desconto aplicado aos servidores públicos aposentados de Goiás, cumprindo assim uma promessa feita há anos.

Ao discursar na solenidade, Bia de Lima ressaltou que a democracia no Brasil só será efetivamente garantida quando mais mulheres ocuparem espaços de poder. A parlamentar chamou a atenção para o número de casos relacionados à violência contra as mulheres e ressaltou que é preciso “se indignar e dizer não a todos os tipos de violência”.

“Estamos utilizando essa dinâmica da pedalada como mecanismo para atrair mais pessoas e colocar fim a toda violência praticada contra as mulheres. Goiás, infelizmente, é um estado que mata, agride, violenta e estupra mulheres. Nós precisamos nos indignar, não dá para normatizar os números que são estarrecedores”, afirmou a deputada.