Pecúlio: deputada Bia quer informações sobre pagamento do benefício na Prefeitura de Goiânia

Atendendo ao clamor de servidores do município de Goiânia, a deputada estadual Bia de Lima (PT) quer informações sobre a indenização a que o beneficiário tem direito, em caso de morte do funcionário estatutário que fez a adesão formal ao benefício no ato da posse. Conhecido como pecúlio, o auxílio é garantido pela Lei Nº 9.935/16 do Plano de Seguridade Social dos Servidores efetivos do Município de Goiânia.

A solicitação foi feita por meio de requerimento ao presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, deputado Bruno Peixoto, para o envio de expediente ao prefeito Rogério Cruz, ao presidente do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Goiânia (GOIANIAPREV), Carlos Alberto Branco Antunes Júnior, e ao secretário municipal de Administração, Denes Pereira, requerendo informações sobre o pecúlio dos 690 processos mais antigos da fila para receber o benefício, de 2018.

Segundo a deputada Bia, “a demora no pagamento por parte da prefeitura pode gerar problemas financeiros às famílias que contam com esse direito, já que por vezes a morte do ente familiar pode significar a perda total da fonte de renda daquela família”.

Segundo a legislação, para que um ou mais beneficiários tenham direito ao recurso, o servidor efetivo da Prefeitura de Goiânia, sob o regime estatutário, precisa aderir ao pecúlio no ato de posse.  No documento, o trabalhador autoriza o desconto consignado da contribuição mensal na folha de pagamento e poderá designar os beneficiários. A lei diz que se o servidor não quiser se inscrever precisa se manifestar expressamente no ato da posse.

Em seu discurso, a deputada ressaltou que a ampliação do acesso à educação também deve ser acompanhada da valorização de professores e servidores técnico-administrativos. Bia de Lima também comentou sobre a greve dos trabalhadores da educação municipal de Goiânia, que, segundo ela, já ultrapassa duas semanas. Ela cobrou avanços nas negociações. “É preciso ter muito mais cuidado e zelo, atender o pessoal, sentar, discutir e achar uma saída”, defendeu.

“Estamos fazendo todos os esforços, buscando diversas autoridades para intermediar a situação com o prefeito Sandro Mabel, que prometeu retirar todas as propostas que haviam sido apresentadas. Essa medida, além de não ajudar, piora o que já não estava bom. Estamos buscando a resolução para esse impasse, que é de obrigação da gestão. A pauta está colocada há anos, os trabalhadores não só querem, como têm direito a valorização”, apontou a deputada.

Para Bia, o calendário eleitoral não deve servir de justificativa para reduzir a rotina de funcionamento do Parlamento. A deputada defendeu a manutenção dos dias e horários já conhecidos pela população, especialmente para garantir que quem acompanha os trabalhos da Assembleia pela TV Alego e pelos demais canais institucionais continue tendo previsibilidade sobre a atuação dos parlamentares.