Patrimônio cultural: projeto da deputada Bia de Lima institui cadastro estadual de saberes tradicionais femininos

Conforme a parlamentar, compreende-se como saberes tradicionais femininos práticas de cuidado popular como benzimento, parteiras tradicionais, raizeiras e curandeiras; costura, bordado, crochê e tecelagem artesanal; culinária ancestral, inclusive afro-brasileira, indígena, quilombola e de comunidades rurais, bem como saberes ligados ao cuidado comunitário, à oralidade, à religiosidade e à memória coletiva das mulheres.

A deputada estadual Bia de Lima (PT) apresentou nesta quarta-feira, 14, o projeto de lei que institui o cadastro estadual de saberes tradicionais femininos em Goiás, com a finalidade de mapear, reconhecer, proteger e fomentar atividades tradicionais realizadas principalmente por mulheres em todo o território de Goiás, como parte do patrimônio cultural imaterial e da economia popular.

Conforme a parlamentar, compreende-se como saberes tradicionais femininos práticas de cuidado popular como benzimento, parteiras tradicionais, raizeiras e curandeiras; costura, bordado, crochê e tecelagem artesanal; culinária ancestral, inclusive afro-brasileira, indígena, quilombola e de comunidades rurais, bem como saberes ligados ao cuidado comunitário, à oralidade, à religiosidade e à memória coletiva das mulheres.

“Historicamente, essas práticas foram desvalorizadas por uma visão de mundo colonial, racista e patriarcal, que não reconheceu como saber aquilo que é exercido pelas mulheres, fora da universidade ou do mercado formal. A medicina popular, por exemplo, foi combatida, assim como o bordado foi tratado como ‘artesanato menor’ e a culinária tradicional como mero ‘dom’. Contudo, são essas práticas que sustentam comunidades, curam doenças, alimentam corpos e mantêm vivas as raízes culturais do povo brasileiro”, afirmou a deputada.

De acordo com a proposta, o cadastro terá entre os objetivos garantir visibilidade institucional e direito à transmissão dos saberes entre gerações; promover políticas de geração de renda e economia solidária vinculadas aos saberes; favorecer o acesso de mulheres tradicionais a programas de cultura, saúde, assistência e desenvolvimento econômica, além de produzir indicadores e mapas socioterritoriais para formulação de políticas públicas específicas.

“Muitas dessas mulheres seguem exercendo esses saberes em contextos de precariedade: sem proteção jurídica, sem acesso a políticas públicas, com risco ode apropriação indevida por empresas privadas e com pouco apoio para geração de renda. Enquanto isso, grandes setores econômicos – como o da moda, da gastronomia e da indústria cosmética – lucram com conhecimentos originários, apropriando-se sem retorno justo”, ressalta ela.

“Por isso, é dever do Estado reconhecer, proteger e fomentar esses saberes. O cadastro propões não apenas um mapeamento, mas uma política de valorização e visibilidade, com efeitos concretos: geração de renda, apoio técnico, inserção em políticas públicas e reconhecimento como patrimônio cultural imaterial”, concluiu Bia de Lima.

“A Assembleia não pode impedir que o Ministério Público Eleitoral e o TRE cumpram seu papel por meio de um decreto legislativo. É uma covardia. Eu tenho plena certeza que o TRE não acatará esta medida, esse decreto legislativo. O TRE cumpra seu papel, porque isso que a Assembleia Legislativa está fazendo não tem amparo legal”, declarou.

“No início da gestão do prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, estivemos juntos em reunião e, naquele momento, levei para ele a proposta para que os servidores públicos municipais tivessem um direcionamento, dentro do programa Minha Casa Minha Vida. Esta é uma importante conquista para a categoria. Moradia é direito de todos. Então seguimos trabalhando diariamente pela classe trabalhadora e pela nossa dignidade”, afirmou a deputada.

“O presidente Lula esteve em Goiás e foi ótimo. Quem diz que ele tem medo e não anda no meio dos goianos ficou frustrado, pois ele mostrou e provou que tem feito um excelente trabalho pelo nosso estado. O presidente foi recebido com o maior carinho e apreço em Catalão e em Rio Verde, isso foi muito importante”, afirmou ela.