Passe Livre: Bia de Lima requer embarque prioritário e atendimento humanizado à pacientes com câncer no transporte coletivo intermunicipal

Para a deputada, a alteração da lei é um aperfeiçoamento que ampliará a eficácia social da mesma, de maneira a se adequar princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, da igualdade e da função social das políticas públicas de transporte e saúde.

A deputada estadual Bia de Lima (PT) apresentou nesta terça-feira, 20, projeto que altera dispositivos da lei que assegura passe livre no transporte coletivo intermunicipal às pessoas com câncer comprovadamente carentes. Conforme a proposta da parlamentar, as empresas prestadoras do serviço devem garantir, em cada viagem, o embarque prioritário e o atendimento humanizado às pessoas beneficiárias do passe livre, confirmando as condições de acessibilidade, conforto e segurança adequadas às suas necessidades.

De acordo com a proposta da deputada, a recusa injustificada ao embarque, o descumprimento da reserva de assentos ou a cobrança indevida de tarifas acarretarão sanções administrativas, nos termos de regulamento.

Para a deputada, a alteração da lei é um aperfeiçoamento que ampliará a eficácia social da mesma, de maneira a se adequar princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, da igualdade e da função social das políticas públicas de transporte e saúde.

“A proposta insere dispositivos que visam garantir não apenas o acesso formal ao benefício, mas também sua efetividade prática, ao prever medidas como o embarque prioritário, o atendimento humanizado e a obrigação de condições mínimas de acessibilidade, conforto e segurança nos deslocamentos. Muitas vezes, o que se observa na prática é que a pessoa em tratamento oncológico, ainda que possua direito ao passe livre, enfrenta obstáculos materiais ou estruturais que inviabilizam o exercício pleno desse direito, especialmente em regiões distantes dos polos de saúde”, afirmou Bia de Lima.

Além disso, o projeto estabelece critérios mais justos e realistas para a comprovação da carência econômica, permitindo que sejam consideradas despesas essenciais relacionadas ao próprio tratamento da doença, como medicamentos, alimentação especial e transporte.

A medida reconhece que o diagnóstico de câncer impõe custos elevados e desestrutura financeiramente muitas famílias, que passam a viver em condição de vulnerabilidade, mesmo quando sua renda mensal formal ultrapasse limites previamente estabelecidos.

Outro ponto de destaque é a previsão da criação de um sistema digital unificado, possibilitando maior agilidade, transparência e segurança na concessão, renovação e controle do passe livre. A integração desse sistema com bases de dados do SUS e de programas sociais promoverá maior eficiência administrativa e facilitará o acesso dos usuários ao benefício, inclusive com a opção de apresentação de documento digital válido para o embarque.

De acordo com a parlamentar, ela está atenta à proteção das crianças e adolescentes goianos. “Infelizmente, em tempos atuais, seja em função do uso da internet, no ambiente familiar ou em qualquer outro espaço, nossas crianças têm sido atingidas, têm sido ameaçadas ou, quando não, violentadas. Então, nós precisamos ter um momento em que a gente pare e acione toda a comunidade, toda a sociedade, para essa escuta, para que possamos saber o que está ocorrendo, para que os conselhos tutelares, a sociedade, a família e a escola possam, de fato, conhecer se está ou não havendo algum tipo de situação errada”, disse a deputada.

Com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, a deputada Bia de Lima destacou que a reforma tributária é estratégica para ampliar investimentos e promover desenvolvimento em todo o país. “Uma reforma tributária justa é fundamental para que o país tenha mais capacidade de investimento e para que os recursos cheguem a quem mais precisa, especialmente nos municípios menores, que dependem de um olhar atento do poder público”, destacou.

O Projeto de Lei que trata do reajuste do Piso do Magistério para 2026 foi aprovado nesta quinta-feira (12/3), em segunda e última votação, na Assembleia Legislativa de Goiás. O percentual de 5,4%, definido pelo Governo Federal, será aplicado na carreira para todos os professores efetivos da ativa e também para os aposentados, com a devida paridade.