Dia do Trabalhador: Bia de Lima chama a atenção para “pejotização” e fragilidade dos vínculos empregatícios

“Estamos preocupados com a fragilidade dos vínculos de trabalho, a uberização, a pejotização, que são práticas que vão tirando os direitos das pessoas.”

Representante da classe trabalhadora na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) e das entidades sindicais, a deputada estadual Bia de Lima (PT) participou na manhã desta quinta-feira, 1º de maio, da tradicional Festa do Trabalhador, promovida pelas centrais sindicais e que aconteceu na Praça do Trabalhador, em Goiânia.

Na ocasião, a parlamentar reafirmou sua preocupação com a “pejotização” dos trabalhadores e a falta de segurança dos empregos que não são regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

“Hoje é Dia do Trabalhador e, principalmente, dia de reivindicar as nossas pautas. Estamos preocupados com a fragilidade dos vínculos de trabalho, a uberização, a pejotização, que são práticas que vão tirando os direitos das pessoas. Quando esse trabalhador, porventura, não tem saúde para desenvolver as suas atividades, ele fica sem salário, sem previdência, sem sobrevivência”, disse ela.

Bia lembrou que no último dia 29 de abril, esteve em Brasília, durante a 2ª Marcha da Classe Trabalhadora, e participou da entrega de uma extensa pauta de reivindicações dos trabalhadores, destinada ao presidente Lula.

“A saúde do trabalhador é uma grande preocupação para todos nós, já que todas as categorias se veem adoecidas em razão da sobrecarga de trabalho. Entregamos no último dia 29, uma pauta assinada por todas as centrais sindicais, tanto da cidade quanto do campo, com o que queremos. Os principais pontos são o fim da escala 6×1, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, valorização de todos os trabalhadores, afinal, precisamos ter mais qualidade de vida”, afirmou ela.

Apesar das pautas de luta, a deputada que também preside o Sindicato dos Trabalhadores em Educação, ressaltou que não se pode “apenas trabalhar”. Para ela, é preciso ter tempo para celebrar e descansar.

“A gente faz questão de ter um dia em que podemos confraternizar, cantar, encontrar com os trabalhadores de todas as categorias, é preciso momento como este. É preciso celebrar o pleno emprego, a valorização do salário mínimo, a condição de ter acesso à casa própria por meio do Minha Casa, Minha Vida”, pontuou a parlamentar.

Também presente no evento, a deputada federal Adriana Accorsi (PT) reforçou as pautas defendidas por Bia. “Com a confiança de vocês, estou na Câmara Federal. É por causa da nossa luta que temos um trabalhador na presidência desse país. Com isso, nós já conseguimos o crédito para o trabalhador, a valorização do salário mínimo, a paridade salarial entre homens e mulheres, mas ainda temos muito a conquistar. Hoje é um dia de fortalecimento para nós. Quero chamar vocês e mobilizar toda a sociedade para o fim da escala 6×1. Só a mobilização popular será capaz de aprovar esse projeto, bem como a isenção do IR. Precisamos aprovar esses projetos, que são conquistas nossas, da população brasileira”, finalizou.

Em seu discurso, a deputada ressaltou que a ampliação do acesso à educação também deve ser acompanhada da valorização de professores e servidores técnico-administrativos. Bia de Lima também comentou sobre a greve dos trabalhadores da educação municipal de Goiânia, que, segundo ela, já ultrapassa duas semanas. Ela cobrou avanços nas negociações. “É preciso ter muito mais cuidado e zelo, atender o pessoal, sentar, discutir e achar uma saída”, defendeu.

“Estamos fazendo todos os esforços, buscando diversas autoridades para intermediar a situação com o prefeito Sandro Mabel, que prometeu retirar todas as propostas que haviam sido apresentadas. Essa medida, além de não ajudar, piora o que já não estava bom. Estamos buscando a resolução para esse impasse, que é de obrigação da gestão. A pauta está colocada há anos, os trabalhadores não só querem, como têm direito a valorização”, apontou a deputada.

Para Bia, o calendário eleitoral não deve servir de justificativa para reduzir a rotina de funcionamento do Parlamento. A deputada defendeu a manutenção dos dias e horários já conhecidos pela população, especialmente para garantir que quem acompanha os trabalhos da Assembleia pela TV Alego e pelos demais canais institucionais continue tendo previsibilidade sobre a atuação dos parlamentares.