Inclusão: projeto da deputada Bia exige legendas em conteúdos audiovisuais produzidos em Goiás

Iniciativa tem como objetivo garantir o acesso equitativo a informações e entretenimento para pessoas com deficiência auditiva

Na data que marca o Dia Nacional do Surdo, 26 de setembro, a deputada Bia de Lima (PT) apresentou um projeto de lei que estabelece a obrigatoriedade da legendagem de conteúdo audiovisual produzido em Goiás. Segundo ela, a iniciativa tem como objetivo garantir o acesso equitativo a informações e entretenimento para pessoas com deficiência auditiva.

“A legendagem de conteúdo audiovisual é fundamental para garantir o acesso à informação, cultura e entretenimento por parte das pessoas com deficiência auditiva. É uma medida que não beneficia apenas as pessoas com deficiência auditiva, mas também estrangeiros que desejam entender o conteúdo em língua estrangeira, crianças em processo de alfabetização e, mesmo em situações em que o áudio não pode ser ouvido”, afirmou Bia de Lima.

Conforme a proposta, considera-se conteúdo audiovisual, para a lei, qualquer material produzido ou veiculado no estado, incluindo programas de televisão, filmes, vídeos na internet, produções institucionais, entre outros.

Na ocasião, a deputada reforçou seu voto favorável ao fim da "taxa do agro", aprovada em definitivo, e cobrou do governo de Ronaldo Caiado (UB) que envie à Casa uma medida para extinguir o desconto aplicado aos servidores públicos aposentados de Goiás, cumprindo assim uma promessa feita há anos.

Ao discursar na solenidade, Bia de Lima ressaltou que a democracia no Brasil só será efetivamente garantida quando mais mulheres ocuparem espaços de poder. A parlamentar chamou a atenção para o número de casos relacionados à violência contra as mulheres e ressaltou que é preciso “se indignar e dizer não a todos os tipos de violência”.

“Estamos utilizando essa dinâmica da pedalada como mecanismo para atrair mais pessoas e colocar fim a toda violência praticada contra as mulheres. Goiás, infelizmente, é um estado que mata, agride, violenta e estupra mulheres. Nós precisamos nos indignar, não dá para normatizar os números que são estarrecedores”, afirmou a deputada.