Entidades dos servidores se posicionam contra a privatização do Ipasgo

A audiência pública promovida pela Deputada Bia de Lima, na manhã dessa sexta-feira, para discutir as mudanças na natureza jurídica do Ipasgo reuniu 12 entidades (Sintego, Sindjustiça, Sindsemp, Sindpúblico, Sindgestor, Sindsaúde, Ugopoci, Simdsleg, Associação dos Pensionistas da PM e Bombeiros, Soego, Sinpol e Appego), que representam mais de 90% do funcionalismo público do estado, usuários do plano de saúde.

Bia, que na audiência representou também os trabalhadores da educação da rede estadual de ensino, justificou o movimento porque a proposta de alteração no Ipasgo atinge frontalmente 600 mil vidas que utilizam o plano para assistência médica, incluindo servidores e agregados. “Não pode o governo olhar só do ponto de vista econômico e contábil e deixar de fora as pessoas. Ele que está dizendo que nesse segundo mandato tem um olhar social, como vai tirar o Ipasgo do seu grande papel social de atender 600 mil vidas? Então, queremos discutir sob nosso ponto de vista, principalmente em relação ao reajuste, porque, ao passar o Ipasgo para ser regido pela Agência Nacional de Saúde, seremos submetidos a reajustes que geralmente não acompanham os reajustes dos nossos vencimentos ”, declarou.

O Deputado Mauro Rubem, também presente na audiência pública, lembrou que a luta em defesa do Ipasgo é antiga e ponderou que “hoje o Instituto passa por um impasse e a consequência das mudanças propostas pelo governo é que a grande maioria dos usuários não conseguirá pagar”.

Com discurso unânime, as entidades, por meio de seus representantes, se posicionaram contra a mudança, sob o risco de quebra do Instituto com a possibilidade potencial de abandono por parte dos usuários e pediram que os parlamentares ouçam os servidores e votem contra o projeto.

O que disseram os representantes das entidades:

“O Ipasgo não está sendo vendido, mas entregue. Empresa de natureza privada visa lucro. Nós estamos caminhando para a insustentabildade do Ipago” – Nylo Sérgio, presidente do

Sindipúblico.

“Com as mudanças pretendidas pelo governo, os servidores mais humildes não terão condições de pagar o Ipasgo. Os deputados precisam olhar para isso e os que aprovarem não retornarão”. – Fabrício Duarte, Sindjustiça.

“Nós não vamos assistir passivamente à privatização do Ipasgo, que é danosa para os servidores. É necessário nos interpormos contra essa decisão do governo.” Neia Vieira – Presidenta do SindsaudeGoias.

“Peço ao governador Ronaldo Caiadoque reflua da ideia de mudança da natureza jurídica do Ipasgo, que é contrária às nossas necessidades” – Nelma das Graças Almeida – Presidende da Ugopoci.

“Precisamos elevar o tom. O Ipasgo tem um orçamento gigantesco, não podemos tratar com complacência. São 600 mil vidas.” – Renato Rick, presidente do Sinpol.

Não dá para a Assembleia Legislativa ficar de joelhos para o governador e prejudicar milhares de usuários do Ipasgo”. – Gilclésio Campos, presidente do Sindsemp.

De acordo com a parlamentar, ela está atenta à proteção das crianças e adolescentes goianos. “Infelizmente, em tempos atuais, seja em função do uso da internet, no ambiente familiar ou em qualquer outro espaço, nossas crianças têm sido atingidas, têm sido ameaçadas ou, quando não, violentadas. Então, nós precisamos ter um momento em que a gente pare e acione toda a comunidade, toda a sociedade, para essa escuta, para que possamos saber o que está ocorrendo, para que os conselhos tutelares, a sociedade, a família e a escola possam, de fato, conhecer se está ou não havendo algum tipo de situação errada”, disse a deputada.

Com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, a deputada Bia de Lima destacou que a reforma tributária é estratégica para ampliar investimentos e promover desenvolvimento em todo o país. “Uma reforma tributária justa é fundamental para que o país tenha mais capacidade de investimento e para que os recursos cheguem a quem mais precisa, especialmente nos municípios menores, que dependem de um olhar atento do poder público”, destacou.

O Projeto de Lei que trata do reajuste do Piso do Magistério para 2026 foi aprovado nesta quinta-feira (12/3), em segunda e última votação, na Assembleia Legislativa de Goiás. O percentual de 5,4%, definido pelo Governo Federal, será aplicado na carreira para todos os professores efetivos da ativa e também para os aposentados, com a devida paridade.