Ensino Médio: Bia de Lima quer esclarecimentos sobre fechamento de turmas noturnas em GO

Por meio de requerimentos, apresentados nesta terça-feira, 9, a deputada Bia de Lima (PT) solicitou esclarecimentos em relação ao fechamento de turmas noturnas da rede estadual de educação do Estado de Goiás. Os documentos são endereçados à Secretária de Estado da Educação de Goiás, Fátima Gaviolli, e ao Procurador-Geral de Justiça, Cyro Terra Peres.

Segundo Bia, não estão claros os motivos que fundamentaram a medida. De acordo com a parlamentar, a Constituição de 1988 estabelece a educação como direito fundamental e, como tal, deve ser assegurado a todos os brasileiros, sendo dever conjunto do Estado e da família, a ser promovido e incentivado com a colaboração da sociedade.

Conforme a deputada, que também é presidenta do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), foram várias as denúncias e reclamações, tanto de profissionais da categoria, como de pais e responsáveis por estudantes, sobre o fechamento de turmas no período noturno na rede estadual de educação.

“Muitos dos estudantes que frequentam o período noturno, ainda não têm idade suficiente para a Educação de Jovens e Adultos, e isso gera uma preocupação imensa, tanto para os pais, quanto para os próprios alunos, que ficam sem condições de estudar. Precisamos saber como está a real situação e o que levou a essa medida, no entanto, da forma como está sendo feito, não é aceitável”, afirma a deputada.

Por isso, no documento encaminhado ao Procurador-Geral de Justiça, a deputada requer a adoção das seguintes medidas: realização de um levantamento real das salas noturnas da rede estadual que foram fechadas; a apuração da quantidade de alunos afetados pela referida medida, bem como do risco de evasão destes; a avaliação da fragilidade do ensino apenas à distância; e, por fim, um levantamento dos alunos que não têm idade para o ingresso na modalidade de ensino voltada para a Educação de Jovens e Adultos (EJA).

A deputada Bia de Lima solicita, não só esclarecimentos sobre a referida medida, de forma a elucidar o fundamento para a adoção desta, bem como medidas providenciais e a previsão de reabertura e retomada das atividades.

“Esse programa aproxima os deputados e o Poder Legislativo das pessoas, dos municípios, trazendo demandas, ouvindo a população, levando benefícios e, principalmente, resultados, que é o que importa. A iniciativa já se tornou essencial para o nosso estado”, afirmou.

Ao discursar na tribuna, a deputada destacou que protocolou requerimento solicitando a realização de audiência pública para discutir a exploração de terras raras e outros recursos minerais no estado. “Precisamos aprofundar esse debate e reunir especialistas, representantes do poder público, setor produtivo e sociedade civil para discutir os impactos econômicos, sociais e ambientais da atividade mineradora em Goiás. É fundamental que o estado não repita um modelo histórico de exploração, em que riquezas naturais são retiradas sem que haja retorno efetivo para a população. Não podemos permitir que Goiás seja apenas um território de extração, onde se levam as riquezas e ficam os impactos, muitas vezes irreversíveis”, destacou.

Entre as pautas defendidas pela parlamentar em favor dos aposentados do serviço público, especialmente, os da Educação, categoria representada pela deputada, estão o reajuste do Piso do Magistério e data-base para Administrativos; a luta pelo fim do desconto de 14,25%; venda do hospital do servidor público; taxa de 30% dos dependentes do IPASGO e a mudança da natureza jurídica do IPASGO: valores inviáveis, dificuldade de conseguir exames e consultas com pagamentos indevidos.