Educação: “Goiás não está dando certo para os professores”, afirma Bia de Lima

O projeto de reajuste do piso e da recomposição salarial dos servidores foi aprovado na Comissão Mista e segue para votação pelo plenário na próxima semana.

A deputada estadual Bia de Lima (PT) questiona a demora do Governo de Goiás em enviar para a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), o projeto de lei que reestrutura a carreira do magistério.

Na quarta-feira, 8, durante o debate sobre o projeto que concede o reajuste do piso e a data-base para as categorias, com o percentual de 4,62%, a parlamentar externou sua indignação diante da demora do Executivo estadual em implantar o novo Plano de Carreira do magistério goiano e da economia feita em cima do esforço dos professores da rede estadual.

“Goiás deu certo para quem? Porque para o professor não está dando certo. Professores estão adoecendo, com sobrecarga de trabalho, todo mundo estourado. Aumentaram a jornada, mas não aumentaram o salário, não melhora a carreira e na hora de aposentar acaba o auxílio-alimentação, acaba a gratificação de regência, acabou o salário, vai aposentar como? Vai passar fome? A reestruturação da carreira é urgente”, pontuou a deputada.

De acordo com Bia de Lima, o percentual proposto para o reajuste do piso salarial é uma obrigação do governo, no entanto, o índice proposto não resolve o problema do magistério, já que, segundo ela, o que ficou no montante passivo para a categoria soma quase 70%.

“Para nós da Educação, o percentual não vai repor as nossas perdas, tivemos uma perda na casa de 68% no Governo Caiado. O projeto de um novo Plano de Carreira para o magistério está pronto, mas o governo não encaminha, enrola nas negociações, coloca a categoria e sindicato uma contra a outra, de forma a economizar em cima dos professores e sem resolver a situação”, ressalta a parlamentar.

O projeto de reajuste do piso e da recomposição salarial dos servidores foi aprovado na Comissão Mista e segue para votação pelo plenário na próxima semana.

"Tenho muito orgulho de caminhar ao lado dos profissionais da educação. São trabalhadores e trabalhadoras que, historicamente, lutam por valorização, pelo fortalecimento de seus planos de carreira e por melhores condições salariais. No Parlamento, temos levantado essas bandeiras porque entendemos que defendê-las também significa defender todos aqueles que fazem a escola funcionar todos os dias", afirmou.

Na ocasião, a deputada reforçou em sua fala a defesa ao protagonismo feminino, à autonomia econômica das mulheres rurais e ao enfrentamento à violência de gênero. “Cada vez mais nós vamos nos organizando para fazer com que as mulheres consigam ter seus espaços, consigam ter possibilidade de também não só trabalhar, mas ter seu dinheiro, ter sua liberdade, ter sua autonomia, ser respeitadas”, destacou.

Durante a solenidade, Bia destacou a importância de iniciativas que ampliam horizontes e oferecem novas perspectivas para a juventude. “São 53 anos de trabalho, de formação, de abrir portas para a juventude, conseguir ter oportunidades, conseguir entrar no mercado de trabalho já com qualificação. É uma honra homenagear o CAMP e as pessoas que atuam para garantir que a nossa juventude tenha formação, aprendizado e profissionalização para construir uma vida digna e realizar seus sonhos”, afirmou a parlamentar.