Educação: Bia de Lima destaca importância da retirada do FUNDEB do Arcabouço Fiscal

Durante pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa de Goiás, nessa quarta-feira, 23, a deputada Bia de Lima/PT, destacou a importância da retirada do FUNDEB – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – aprovado na noite anterior.

Segundo a parlamentar, que também é presidente do Sintego – Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás, quando chega a época do reajuste do piso salarial, muitos prefeitos alegam que não têm como aplicar o índice definido para não atingir o teto imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

“Com a retirada do FUNDEB do novo arcabouço fiscal, isso vai deixar de sobrecarregar as prefeituras e travar os investimentos na educação, então, quando, finalmente, atendendo um apelo nosso, da nossa Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, juntamente com o Sintego e os secretários de educação, inclusive de Goiás, nós comemoramos, sim”, enfatizou a deputada.

Bia também destacou o risco que o país corre de ter um apagão na educação por falta de professores que, sem valorização profissional e uma carreira atrativa, acabam migrando para outra área.

“É motivo de alegria fazer com que a pauta da educação seja realmente um investimento para garantir salário digno, valorização dos profissionais, condições de ter plano de carreira, senão vamos ter um apagão na educação, e eu tenho certeza que essa decisão da Câmara dos Deputados ajuda e muito as prefeituras e também os governos em todo o país”, declarou.

Na ocasião, a deputada reforçou seu voto favorável ao fim da "taxa do agro", aprovada em definitivo, e cobrou do governo de Ronaldo Caiado (UB) que envie à Casa uma medida para extinguir o desconto aplicado aos servidores públicos aposentados de Goiás, cumprindo assim uma promessa feita há anos.

Ao discursar na solenidade, Bia de Lima ressaltou que a democracia no Brasil só será efetivamente garantida quando mais mulheres ocuparem espaços de poder. A parlamentar chamou a atenção para o número de casos relacionados à violência contra as mulheres e ressaltou que é preciso “se indignar e dizer não a todos os tipos de violência”.

“Estamos utilizando essa dinâmica da pedalada como mecanismo para atrair mais pessoas e colocar fim a toda violência praticada contra as mulheres. Goiás, infelizmente, é um estado que mata, agride, violenta e estupra mulheres. Nós precisamos nos indignar, não dá para normatizar os números que são estarrecedores”, afirmou a deputada.