Deputada Bia de Lima pede testes de intolerância para alunos da rede estadual

A deputada Bia de Lima (PT) apresentou nesta terça-feira (2/5) um projeto de lei para estabelecer a realização de testes de intolerância alimentar nos estudantes da rede pública estadual de Educação. 

Conforme a proposta, os testes devem ser realizados por profissionais capacitados em nutrição e áreas afins, acompanhados de orientações específicas para cada caso. Os resultados devem ser repassados aos pais dos alunos, bem como às escolas, que deverão adotar medidas necessárias para garantir a segurança alimentar dos estudantes.

De acordo com a parlamentar, a intolerância alimentar é uma condição que afeta um número cada vez maior de pessoas em todo o mundo, e pode causar diversos sintomas, desde leves até graves. “É importante que essa condição seja diagnosticada o quanto antes, a fim de evitar que os indivíduos afetados sofram com os sintomas e possam adotar uma alimentação adequada”, afirma Bia.

Ainda segundo ela, a detecção precoce de intolerâncias alimentares dará condições para garantir a proteção dos alunos, para que não sejam expostos a alimentos que possam lhes causar problemas de saúde.

Substituição

Na ocasião, a deputada apresentou também um requerimento para a substituição do açúcar por mel, na alimentação dos estudantes da rede estadual de educação. Segundo Bia, o pedido foi baseado em estudos que apontam o mel como mais equilibrado e saudável para a saúde das crianças.

Levantamentos apontam que a alimentação saudável principalmente na fase escolar pode prevenir uma série de doenças como anemias e diabetes, evitar a obesidade infantil é dar mais qualidade de vida às crianças e adolescentes, porém tal tarefa não é tão simples quanto parece, já que a alimentação escolar de muitas escolas por todo o Brasil ainda deixa muito a desejar.

“A merenda escolar deve ser preparada levando em conta o valor nutricional dos alimentos, garantindo dessa forma, os nutrientes necessários para o crescimento e o desenvolvimento adequado das crianças para o período em que permanecem na escola”, ressalta Bia de Lima.

Contudo, a deputada ressalta que a questão extrapola a alimentação. “São necessárias ações que permitam a oferta de alimentos de forma regular e socialmente justa. Essa substituição abre o caminho para educação alimentar, com formação de paladar saudável, e os cuidados com a saúde desde cedo; permite a introdução da educação ambiental, que pode ser trabalhada a partir da apresentação das abelhas, contribuindo para a conscientização não apenas das crianças, mas de suas famílias, dos educadores, enfim, de toda a sociedade sobre a importância de se resguardá-las para preservação da vida, da biodiversidade e da produção de alimentos e conservação das matas e florestas, por meio de seu principal papel: a polinização”, completa.

“As pessoas precisam entender que educar um filho não é espancar, especialmente, em razão das educações anteriores. Essa é a nova dinâmica de educar, sem bater, mas isso inclui também a construção de limites, para que não cresçam crianças sem parâmetros e regras. As escolas estão sofrendo muito com isso. Em muitos desses casos de ataques e violências nas escolas, o histórico das pessoas envolve questões dessa natureza”, aponta Bia de Lima.

A iniciativa tem como objetivo reconhecer a trajetória de um dos cursos mais importantes do Sudoeste goiano, responsável pela formação de gerações de educadores e educadoras que atuam na rede pública e privada de ensino. Além disso, a instituição é responsável por contribuir para o fortalecimento da pesquisa, da extensão universitária e da produção de conhecimento na área educacional.

O foco da discussão foi a situação da Mineradora Serra Verde, localizada em Minaçu, no Norte goiano. O empreendimento é considerado a primeira operação comercial de terras raras do Brasil e tem sido alvo de preocupação após apontamentos de órgãos ambientais sobre possíveis impactos em córregos da região, falhas no monitoramento da água e irregularidades relacionadas à atividade minerária.