Bia de Lima quer atenção psicossocial continuada para vítimas de violência sexual em Goiás

A violência sexual é um fenômeno complexo, de graves consequências físicas, emocionais e sociais, que ultrapassam o momento da agressão e acompanham a vítima por longo período, muitas vezes de forma permanente. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontam que, apenas em 2023, foram registrados mais de 74 mil casos de estupro no país, o que corresponde a uma média de um caso a cada 7 minutos. No entanto, estima-se que esses números representem apenas uma fração da realidade, diante da subnotificação que ainda marca esse tipo de crime.

A deputada estadual Bia de Lima (PT) apresentou nessa terça-feira (30/9) o projeto de lei que institui a Política Estadual de Atenção Psicossocial Continuada às Vítimas de Violência Sexual, com a finalidade de oferecer acompanhamento psicológico, social e humanizado às vítimas, promovendo a recuperação do trauma e a reintegração social.

A violência sexual é um fenômeno complexo, de graves consequências físicas, emocionais e sociais, que ultrapassam o momento da agressão e acompanham a vítima por longo período, muitas vezes de forma permanente. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontam que, apenas em 2023, foram registrados mais de 74 mil casos de estupro no país, o que corresponde a uma média de um caso a cada 7 minutos. No entanto, estima-se que esses números representem apenas uma fração da realidade, diante da subnotificação que ainda marca esse tipo de crime.

“Diante desse cenário alarmante, não basta apenas garantir o atendimento emergencial. É necessário assegurar que as vítimas tenham acesso a um acompanhamento continuado, integral e especializado, capaz de auxiliar no processo de superação do trauma, de prevenir a revitimização e de possibilitar sua plena reintegração social”, afirma Bia de Lima.

Conforme a proposta, a atenção psicossocial continuada compreende o atendimento psicológico e grupal, com periodicidade definida conforme avaliação profissional; atendimento social, incluindo orientação sobre direitos, acesso a serviços públicos e inserção em programa de apoio e transferência de renda; atendimento itinerante realizado por equipes multiprofissionais compostas por psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais da saúde, garantindo cobertura nas regiões de difícil acesso; encaminhamento a serviços especializados complementares, tais como assistência jurídica, saúde, física e reabilitação social, entre outros.

Já os objetivos incluem garantir atendimento psicológico contínuo e acompanhamento social às vítimas de violência sexual, em todas as fases do processo de acolhimento e recuperação; assegurar atendimento itinerante em áreas rurais, comunidade isoladas e municípios com menor estrutura de serviços especializados; promover atenção diferenciada e acolhimento especializado a mulheres com deficiência, indígenas, quilombolas e população LGBTQIA+; integrar ações de saúde, assistência social, educação, segurança pública e justiça, promovendo atendimento multidisciplinar e articulado; reduzir os efeitos do trauma decorrente da violência sexual, prevenindo revitimização e promovendo a autonomia e dignidade da vítima; garantir acesso rápido a serviços jurídicos, de segurança e de saúde, inclusive com uso de sistemas digitais de denúncia e ainda registrar e monitorar dados sobre atendimento e resultados, preservando a privacidade e sigilo das vítimas.

Segundo a parlamentar, a inclusão de diversos grupos nos mecanismos de proteção é um diferencial da proposta. “Outro ponto relevante é a atenção diferenciada a grupos vulneráveis, como mulheres com deficiência, indígenas, quilombolas e pessoas LGBTQIA+, que frequentemente enfrentam barreiras adicionais para acessar políticas públicas e, em muitos casos, sofrem formas agravadas de violência”, pontua a deputada.

De acordo com a parlamentar, ela está atenta à proteção das crianças e adolescentes goianos. “Infelizmente, em tempos atuais, seja em função do uso da internet, no ambiente familiar ou em qualquer outro espaço, nossas crianças têm sido atingidas, têm sido ameaçadas ou, quando não, violentadas. Então, nós precisamos ter um momento em que a gente pare e acione toda a comunidade, toda a sociedade, para essa escuta, para que possamos saber o que está ocorrendo, para que os conselhos tutelares, a sociedade, a família e a escola possam, de fato, conhecer se está ou não havendo algum tipo de situação errada”, disse a deputada.

Com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, a deputada Bia de Lima destacou que a reforma tributária é estratégica para ampliar investimentos e promover desenvolvimento em todo o país. “Uma reforma tributária justa é fundamental para que o país tenha mais capacidade de investimento e para que os recursos cheguem a quem mais precisa, especialmente nos municípios menores, que dependem de um olhar atento do poder público”, destacou.

O Projeto de Lei que trata do reajuste do Piso do Magistério para 2026 foi aprovado nesta quinta-feira (12/3), em segunda e última votação, na Assembleia Legislativa de Goiás. O percentual de 5,4%, definido pelo Governo Federal, será aplicado na carreira para todos os professores efetivos da ativa e também para os aposentados, com a devida paridade.