Bia de Lima defende valorização dos trabalhadores da Educação durante seminário na UFG

A deputada estadual pelo PT, Bia de Lima, participou na manhã desta quarta-feira, 8, da abertura do XIX Seminário de pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás (PPGE/FE/UFG), cujo tema é Pesquisa e Formação em Tempos de Resistência: desafios, reconstruções e ressignificações. O programa completa 35 anos e se consolida como espaço de resistência e aprendizagem.

Na oportunidade, Bia falou sobre sua luta, incansável, pela valorização dos profissionais da Educação. “Não adianta ficarmos batendo na tecla da especialização, se lá nos sistemas, nas redes, nós não conseguimos implantar o retorno financeiro, as gratificações e a titularidade. É preciso pesquisa para mostrar na prática o que significa o fim da nossa carreira. Não podemos fazer esse movimento de cobrança apenas com coragem, mas, sim, com estudo e a prova dos prejuízos para todos os trabalhadores”, disse ela.

A deputada chamou os participantes do evento à reflexão sobre a carreira e afirmou que não é possível dissociar os profissionais da pesquisa, com os trabalhadores que estão nas salas de aula e dentro das escolas, de forma geral.

De acordo com Bia, a tarefa “é grandiosa, porém, com a ajuda de todos, se torna possível, já que os direitos dos trabalhadores devem ser respeitados e a carreira precisa voltar a ser atrativa para além da formação acadêmica”.

“Esse programa aproxima os deputados e o Poder Legislativo das pessoas, dos municípios, trazendo demandas, ouvindo a população, levando benefícios e, principalmente, resultados, que é o que importa. A iniciativa já se tornou essencial para o nosso estado”, afirmou.

Ao discursar na tribuna, a deputada destacou que protocolou requerimento solicitando a realização de audiência pública para discutir a exploração de terras raras e outros recursos minerais no estado. “Precisamos aprofundar esse debate e reunir especialistas, representantes do poder público, setor produtivo e sociedade civil para discutir os impactos econômicos, sociais e ambientais da atividade mineradora em Goiás. É fundamental que o estado não repita um modelo histórico de exploração, em que riquezas naturais são retiradas sem que haja retorno efetivo para a população. Não podemos permitir que Goiás seja apenas um território de extração, onde se levam as riquezas e ficam os impactos, muitas vezes irreversíveis”, destacou.

Entre as pautas defendidas pela parlamentar em favor dos aposentados do serviço público, especialmente, os da Educação, categoria representada pela deputada, estão o reajuste do Piso do Magistério e data-base para Administrativos; a luta pelo fim do desconto de 14,25%; venda do hospital do servidor público; taxa de 30% dos dependentes do IPASGO e a mudança da natureza jurídica do IPASGO: valores inviáveis, dificuldade de conseguir exames e consultas com pagamentos indevidos.