Bia de Lima vota contra PL que destrata carreira dos gestores jurídicos

Maykon Cardoso/Alego

“Votei contra a aprovação da proposta do Poder Executivo que alega a unicidade dos serviços jurídicos. A proposta torna os gestores jurídicos do Estado cargos exclusivos da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e, dessa forma, limita o crescimento desses profissionais, que não têm mais para onde crescer dentro da estrutura do governo”, diz Bia de Lima.

A proposta, encaminhada pela PGE e aprovada pelo Plenário da Alego, altera a Lei n° 13.902, de 4 de setembro de 2001, e a Lei n° 16.921, de 8 de fevereiro de 2010, diferenciando as atribuições dos gestores jurídicos com a dos procuradores e criando novas atribuições para esses gestores, diferente das que exercem hoje e para as quais foram aprovados em concurso público, além de extinguir o cargo, em algumas situações. Além de Bia, votaram contra os deputados Lincoln Tejota (UB), Major Araújo (PL) e Fred Rodrigues (DC). 

Os principais pontos de insatisfação da categoria são a vinculação do cargo ao órgão, já que com isso, os gestores não podem ser remanejados, exceto em posição de gerência/superintendência, bem como a transformação das atribuições em ofícios de pouca ou nenhuma complexidade.

Segundo Bia, os gestores jurídicos são servidores concursados, qualificados e devem ser valorizados como tal. “São profissionais comprometidos com suas atribuições, não podem ser escanteados para exercerem funções aquém de suas competências, tendo a carreira tratada desta maneira, como um cargo assistente”, afirma a deputada, que atua com o Sindgestor no Fórum em Defesa dos/as Servidores/as e Serviços Públicos de Goiás.

Professora de formação e defensora da educação pública, a deputada Bia de Lima destacou, em seu discurso, o papel do Cemadipe na promoção de uma educação que vai além da sala de aula. “Aqui não se trata apenas de oferecer ensino em tempo integral, mas de garantir uma formação integral. As crianças têm acesso à alimentação, ao reforço escolar, ao esporte, à formação humana e a valores fundamentais para a construção de cidadãos conscientes. Além disso, é um espaço acolhedor, onde cada estudante é respeitado em sua individualidade. Esse trabalho só é possível graças ao esforço coletivo de toda a equipe: direção, professores, técnicos, colaboradores e famílias que, juntos, sustentam um projeto que transforma vidas com qualidade e compromisso social”, afirmou.

“A Folia é um dos elementos mais importantes do folclore goiano, mas por se tratar de uma festividade essencialmente regional, cada Folia de Reis possui características próprias que podem variar de acordo com o costume local. Mas é possível destacar a presença de trajes com cores vibrantes, pedrarias, fitas e brilhos como um fato comum, bem como a existência de um estandarte ou bandeira para cada grupo de festejo”, aponta Bia de Lima.

“O art. 19, inciso I, da Carta Magna, estabelece a separação entre o Estado e as instituições religiosas, proibindo qualquer forma de aliança ou dependência entre ambos. Tal princípio consagra o Estado Laico, que assegura a liberdade de crença e garante tratamento igualitário a todos os cidadãos, independentemente de sua fé ou ausência dela”, aponta a parlamentar.