Aposentados: Bia de Lima volta a cobrar o fim da taxação dos 14,25% dos salários

A deputada estadual Bia de Lima (PT) voltou a cobrar o fim do desconto de 14,25% no salário dos servidores aposentados do Governo de Goiás. Desta vez, a cobrança foi feita nessa terça-feira, 31, na reunião extraordinária da Comissão Mista da Assembleia Legislativa de Goiás, durante apreciação do projeto de lei do Governo do Estado que concede bonificação aos trabalhadores da educação da rede estadual de ensino.

“Sobre esse bônus por produtividade que vem sendo concedido todos os anos para os profissionais da educação eu recebo mais reclamação do que aplausos, porque os aposentados não têm. Os aposentados estão chorando porque estão pagando os 14,25% e eles nem deveriam estar contribuindo e aí, no final, não ter o bônus, eles ficam muito chateados, mas muito mesmo”, disse Bia.

A parlamentar enfatizou a defesa pela melhoria salarial, “eu venho lutando muito para que a gente melhore o salário, sou uma defensora do salário, porque salário a pessoa sabe o que leva depois que se aposenta”, criticou a forma encontrada pelo governo para cumprir o teto constitucional mínimo para aplicar na educação, mas enfatizou não ser contra a bonificação, “essa questão do rateio para se atingir os percentuais constitucionais mínimos é um paliativo, essa é a verdade, mas a mim não cabe ser contra porque eu sei que muitos acode imensamente no final do ano”, declarou a deputada.

Bia de Lima chamou a atenção dos parlamentares para a necessidade de implementação de um novo Plano de Carreira para os trabalhadores administrativos da educação e de outros segmentos da administração direta do governo estadual. “Nós deveríamos já estar apreciando com a mesma rapidez o Plano de Carreira dos administrativos da educação e de outros segmentos da administração direta, conversei com a secretária da educação, professora Fátima Gavioli que disse ter o aval do governador e espero contar com o apoio de todos os deputados e deputadas para que a gente possa ainda este ano aprovar um plano de carreira para os administrativos”, salientou a parlamentar.

Finalizando a participação, a deputada Bia de Lima destacou que a maior contribuição para a melhoria da educação é o investimento nas pessoas. “Investir em educação para se ter um resultado efetivo no ENEM, no IDEB é quando a gente investe nas pessoas. A estrutura física é bacana, equipamento é bom, boas condições de trabalho são importantes, mas nós, da educação, pagamos um preço alto, com o aumento da jornada de trabalho sem melhorar salário. Eu sei na prática que foi a carreira mais destruída de todos os tempos, o professor nível 1 com o nível 4 lá no final emendou, está a mesma coisa e aí o prejuízo é grande. Eu só penso que o investimento é efetivo quando se investe em pessoas”, conclui Bia.

“Esse programa aproxima os deputados e o Poder Legislativo das pessoas, dos municípios, trazendo demandas, ouvindo a população, levando benefícios e, principalmente, resultados, que é o que importa. A iniciativa já se tornou essencial para o nosso estado”, afirmou.

Ao discursar na tribuna, a deputada destacou que protocolou requerimento solicitando a realização de audiência pública para discutir a exploração de terras raras e outros recursos minerais no estado. “Precisamos aprofundar esse debate e reunir especialistas, representantes do poder público, setor produtivo e sociedade civil para discutir os impactos econômicos, sociais e ambientais da atividade mineradora em Goiás. É fundamental que o estado não repita um modelo histórico de exploração, em que riquezas naturais são retiradas sem que haja retorno efetivo para a população. Não podemos permitir que Goiás seja apenas um território de extração, onde se levam as riquezas e ficam os impactos, muitas vezes irreversíveis”, destacou.

Entre as pautas defendidas pela parlamentar em favor dos aposentados do serviço público, especialmente, os da Educação, categoria representada pela deputada, estão o reajuste do Piso do Magistério e data-base para Administrativos; a luta pelo fim do desconto de 14,25%; venda do hospital do servidor público; taxa de 30% dos dependentes do IPASGO e a mudança da natureza jurídica do IPASGO: valores inviáveis, dificuldade de conseguir exames e consultas com pagamentos indevidos.