Agricultura: deputada Bia de Lima apresenta PL que institui incentivo ao plantio direto em GO

A deputada estadual Bia de Lima (PT) apresentou nesta quinta-feira, 22, um projeto de lei que institui a Política Estadual de Incentivo ao Plantio direto em Goiás. A proposta tem o objetivo de promover a adoção e expansão do plantio direto como prática agrícola sustentável e eficiente.

A política tem como princípios norteadores: a conservação do solo e dos recursos hídricos; melhoria da produtividade agrícola; redução dos custos de produção; mitigação das mudanças climáticas e a promoção da capacitação técnica e assistência aos agricultores.

Conforme a proposta, para que a política seja estabelecida o estado deve também oferecer linhas de crédito especiais, com juros subsidiados, para aquisição de equipamentos e insumos necessários ao plantio direto; implementação de programas de capacitação técnica e assistência aos agricultores; criação de um fundo de incentivo ao plantio direto, destinado a fornecer recursos financeiros para projetos e iniciativas que promovam a adoção do plantio direto; estímulo à pesquisa e desenvolvimento de tecnologias relacionadas ao tema, além da realização de campanhas de conscientização e divulgação sobre os benefícios do plantio direto.

Segundo Bia de Lima, o plantio direto é uma prática agrícola sustentável comprovadamente eficiente para a conservação do solo, a melhoria da produtividade e para a redução de custos de produção.

“A adoção do plantio direto em larga escala trará benefícios econômicos, sociais e ambientais para o Estado de Goiás. O PL visa estabelecer uma política estadual que proporcione os instrumentos necessários para que os agricultores possam adotar e expandir essa prática em suas propriedades, o que é fundamental para promover a preservação do meio ambiente e garantir a sustentabilidade do setor agrícola”, aponta a deputada.

“Esse programa aproxima os deputados e o Poder Legislativo das pessoas, dos municípios, trazendo demandas, ouvindo a população, levando benefícios e, principalmente, resultados, que é o que importa. A iniciativa já se tornou essencial para o nosso estado”, afirmou.

Ao discursar na tribuna, a deputada destacou que protocolou requerimento solicitando a realização de audiência pública para discutir a exploração de terras raras e outros recursos minerais no estado. “Precisamos aprofundar esse debate e reunir especialistas, representantes do poder público, setor produtivo e sociedade civil para discutir os impactos econômicos, sociais e ambientais da atividade mineradora em Goiás. É fundamental que o estado não repita um modelo histórico de exploração, em que riquezas naturais são retiradas sem que haja retorno efetivo para a população. Não podemos permitir que Goiás seja apenas um território de extração, onde se levam as riquezas e ficam os impactos, muitas vezes irreversíveis”, destacou.

Entre as pautas defendidas pela parlamentar em favor dos aposentados do serviço público, especialmente, os da Educação, categoria representada pela deputada, estão o reajuste do Piso do Magistério e data-base para Administrativos; a luta pelo fim do desconto de 14,25%; venda do hospital do servidor público; taxa de 30% dos dependentes do IPASGO e a mudança da natureza jurídica do IPASGO: valores inviáveis, dificuldade de conseguir exames e consultas com pagamentos indevidos.