Administrativos da Rede Estadual de Educação participam de Assembleia convocada por Bia de Lima na Alego

Na ocasião, os trabalhadores reivindicaram a implementação do plano de carreira aprovado em 2023, que até o momento não foi colocado em prática pelo governo do Estado. A categoria denunciou que, em vez de corrigir distorções históricas, o decreto editado pela gestão acabou agravando a situação, mantendo esses profissionais com os menores salários do funcionalismo público goiano.

A deputada estadual Bia de Lima, presidenta do Sintego e presidenta da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), liderou nesta segunda-feira (15) uma Assembleia dos trabalhadores administrativos da Rede Estadual de Educação de Goiás, reafirmando o compromisso do seu mandato com a defesa dos servidores e da educação pública.

Na ocasião, os trabalhadores reivindicaram a implementação do plano de carreira aprovado em 2023, que até o momento não foi colocado em prática pelo governo do Estado. A categoria denunciou que, em vez de corrigir distorções históricas, o decreto editado pela gestão acabou agravando a situação, mantendo esses profissionais com os menores salários do funcionalismo público goiano.

O encontro foi marcado por falas que evidenciaram o papel essencial dos administrativos no funcionamento das escolas públicas e o impacto direto da desvalorização na qualidade da educação. Para Bia de Lima, não há política educacional séria sem o reconhecimento de todos os trabalhadores da educação.

“Os administrativos sustentam o funcionamento das escolas. Valorizar essa categoria é uma questão de justiça e de compromisso com a educação pública”, afirmou a parlamentar.

Entre os encaminhamentos definidos na assembleia estão a cobrança pela reestruturação do plano de carreira dos administrativos, a revisão do Decreto nº 10.802 e o ingresso de ação judicial para garantir os direitos da categoria, que enfrenta anos de desvalorização, arrocho salarial e deterioração da carreira.

Bia de Lima destacou que, como presidenta da Comissão de Educação da Alego, seguirá utilizando os instrumentos institucionais do Parlamento para pressionar o governo estadual e cobrar soluções efetivas. “Não vamos aceitar retrocessos. O que foi aprovado precisa ser cumprido”, reforçou a deputada.

A assembleia reafirmou a importância da organização e da mobilização permanente da categoria. A luta continua, com o mandato da deputada Bia de Lima ao lado dos administrativos da Educação na defesa de direitos, respeito e dignidade.

De acordo com a parlamentar, ela está atenta à proteção das crianças e adolescentes goianos. “Infelizmente, em tempos atuais, seja em função do uso da internet, no ambiente familiar ou em qualquer outro espaço, nossas crianças têm sido atingidas, têm sido ameaçadas ou, quando não, violentadas. Então, nós precisamos ter um momento em que a gente pare e acione toda a comunidade, toda a sociedade, para essa escuta, para que possamos saber o que está ocorrendo, para que os conselhos tutelares, a sociedade, a família e a escola possam, de fato, conhecer se está ou não havendo algum tipo de situação errada”, disse a deputada.

Com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, a deputada Bia de Lima destacou que a reforma tributária é estratégica para ampliar investimentos e promover desenvolvimento em todo o país. “Uma reforma tributária justa é fundamental para que o país tenha mais capacidade de investimento e para que os recursos cheguem a quem mais precisa, especialmente nos municípios menores, que dependem de um olhar atento do poder público”, destacou.

O Projeto de Lei que trata do reajuste do Piso do Magistério para 2026 foi aprovado nesta quinta-feira (12/3), em segunda e última votação, na Assembleia Legislativa de Goiás. O percentual de 5,4%, definido pelo Governo Federal, será aplicado na carreira para todos os professores efetivos da ativa e também para os aposentados, com a devida paridade.