“Soberania brasileira não está à venda”, critica Bia de Lima sobre atos bolsonaristas

“É uma vergonha nacional e internacional o que aconteceu na Avenida Paulista, em pleno 7 de setembro, na Independência do Brasil. Esse país que agora está taxando os produtos brasileiros em 50%, prejudicando frontalmente o agro brasileiros, as nossas exportações. É um descalabro. A posição dessas pessoas é de lambe-botas dos Estados Unidos. Porém, estamos aqui para dizer: a soberania brasileira não está à venda”, afirmou ela.

Ao usar a tribuna da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) durante o pequeno expediente, nesta terça-feira (9/9), a deputada estadual Bia de Lima (PT) criticou aqueles que estenderam uma bandeira dos Estados Unidos (EUA) durante ato realizado no último domingo, dia 7 de setembro, data em que se comemora a Independência do Brasil, na Avenida Paulista, em São Paulo.

De acordo com a deputada, a manifestação escancarou o que “todos os brasileiros estão compreendendo verdadeiramente: a máscara caiu”.

“É uma vergonha nacional e internacional o que aconteceu na Avenida Paulista, em pleno 7 de setembro, na Independência do Brasil. Esse país que agora está taxando os produtos brasileiros em 50%, prejudicando frontalmente o agro brasileiros, as nossas exportações e, agora, quando aqueles que se dizem patriotas deveriam defender o nosso país contra esse ataque, eis que ainda levam para a manifestação uma bandeira dos Estados Unidos. É um descalabro. A posição dessas pessoas é de lambe-botas dos Estados Unidos. Porém, estamos aqui para dizer: a soberania brasileira não está à venda”, afirmou ela.

Segundo Bia de Lima, os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro apostaram que a taxação das exportações pararia a economia brasileira, no entanto, o país se agiganta e mostra sua força, inclusive, com a expansão de negócios.

“Quem apostou que ao taxar os produtos a balança cairia, a nossa balança continuou subindo, as exportações continuaram subindo, mesmo com as taxações a China e o Egito seguem comprando nossas mercadorias, ampliamos o mercado e tudo soma-se ao fato de que continuamos expandindo os negócios”, ressaltou a deputada.

A parlamentar reforçou ainda que, mesmo com todas as tentativas dos grupos de opositores em desacelerar a economia e prejudicar o país, mais de dois milhões de pessoas deixaram o Programa Bolsa Família.

“Essas pessoas [que deixaram Bolsa Família] não saíram por exclusão, mas porque conseguiram avançar na sua condição e, por isso, deixaram a necessidade do benefício. Passaram a ter emprego, saímos do país da fome, estamos oferecendo uma vida melhor, com avanço. Mais uma vez, parabenizo os verdadeiros patriotas, que lutam pelo nosso país e por melhorias para o nosso povo”, finalizou.  

A parlamentar solicitou que a imunização seja garantida aos profissionais da saúde, da educação e também aos servidores da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Ela defendeu, ainda, que seja implantado um ponto de vacinação dentro da Casa Legislativa, facilitando o acesso e fortalecendo o cuidado com quem está na linha de frente todos os dias.

“Estamos aqui mobilizados pelo fim da escala 6x1, que é algo essencial para a classe trabalhadora, que precisa fazer a sua parte e pressionar o Congresso Nacional pela aprovação. Isso será uma grande vitória para o povo brasileiro. Todos nós precisamos de tempo de descanso, tempo de qualidade, especialmente nós, mulheres, que fazemos jornadas múltiplas”, afirmou a deputada.

Durante sua fala, a parlamentar destacou que está em retorno de Brasília, onde cumpriu importantes compromissos institucionais. Entre eles, a participação na Marcha da Classe Trabalhadora, mobilização que reúne representantes de diversas categorias para a apresentação de uma pauta unificada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Bia de Lima ressaltou a importância do ato como espaço de diálogo direto com o Governo Federal. “É um momento fundamental para garantir que as demandas dos trabalhadores sejam ouvidas e consideradas nas decisões nacionais”, afirmou.