Bia de Lima defende recebimento de royalties sobre terras raras de Goiás

Foto: Hellenn Reis
No entendimento da parlamentar, é fundamental deter tecnologias a respeito do tema, além do recebimento de royalties e outros dividendos. No entanto, a parlamentar ressaltou a preocupação quanto à competência privativa da União para legislar sobre esses recursos.

A deputada Bia de Lima (PT) se posicionou favoravelmente à iniciativa do Governo Estadual que dispõe sobre a criação da Autoridade Estadual de Minerais Críticos de Goiás (AMIC) e temas correlatos.

No entendimento da parlamentar, é fundamental deter tecnologias a respeito do tema, além do recebimento de royalties e outros dividendos. No entanto, a parlamentar ressaltou a preocupação quanto à competência privativa da União para legislar sobre esses recursos.

Outra questão sensível, aponta Bia de Lima, diz respeito às consequências ambientais da atividade. A parlamentar argumenta que toda extração mineral requer um zelo especial com os resíduos advindos desse processo, e a contaminação de subsolos e lençóis freáticos deve ser evitada.

“Precisamos ter cautela para que não fiquem para a população apenas os resíduos, os impactos, as questões negativas”, defendeu.

Na oportunidade, durante o uso da tribuna na sessão ordinária desta quarta-feira, 27 de agosto, ela ainda cobrou seriedade quanto a discussões geopolíticas que orbitam o tema.

“Precisamos compreender os enfrentamentos necessários, porque, no momento que se faz a opção pelo Japão, pela China ou outro país, teremos outras questões advindas dessas escolhas. Precisamos saber, efetivamente, o que o nosso Estado vai ganhar com essa exploração”, encerrou a deputada.

“As pessoas precisam entender que educar um filho não é espancar, especialmente, em razão das educações anteriores. Essa é a nova dinâmica de educar, sem bater, mas isso inclui também a construção de limites, para que não cresçam crianças sem parâmetros e regras. As escolas estão sofrendo muito com isso. Em muitos desses casos de ataques e violências nas escolas, o histórico das pessoas envolve questões dessa natureza”, aponta Bia de Lima.

A iniciativa tem como objetivo reconhecer a trajetória de um dos cursos mais importantes do Sudoeste goiano, responsável pela formação de gerações de educadores e educadoras que atuam na rede pública e privada de ensino. Além disso, a instituição é responsável por contribuir para o fortalecimento da pesquisa, da extensão universitária e da produção de conhecimento na área educacional.

O foco da discussão foi a situação da Mineradora Serra Verde, localizada em Minaçu, no Norte goiano. O empreendimento é considerado a primeira operação comercial de terras raras do Brasil e tem sido alvo de preocupação após apontamentos de órgãos ambientais sobre possíveis impactos em córregos da região, falhas no monitoramento da água e irregularidades relacionadas à atividade minerária.