Moda goiana: projeto de Bia de Lima institui política de apoio e fortalecimento da cadeia têxtil

De acordo com a parlamentar, a cadeia da moda popular é uma das mais importantes do país, especialmente, em Goiás, que têm diversos polos têxteis, porém, ao mesmo tempo, se trata de uma das mais precarizadas do ponto de vista do trabalho.

A deputada estadual Bia de Lima (PT) apresentou nesta terça-feira, 3, projeto de lei que institui a política estadual de apoio às costureiras, alfaiates e coletivos de moda popular, voltada à valorização, capacitação, formalização e fortalecimento da cadeia têxtil em Goiás, com base na economia solidária, sustentabilidade e inclusão social.

De acordo com a parlamentar, a cadeia da moda popular é uma das mais importantes do país, especialmente, em Goiás, que têm diversos polos têxteis, porém, ao mesmo tempo, se trata de uma das mais precarizadas do ponto de vista do trabalho.

“Milhares de costureiras, alfaiates, bordadeiras, crocheteiras e artesãs desempenham papéis centrais na economia das periferias urbanas e comunidades rurais, principalmente no sustento de famílias chefiadas por mulheres negras, mães solo e trabalhadoras informais. No entanto, essas trabalhadoras enfrentam baixa remuneração, informalidade, falta de reconhecimento profissional e escassez de políticas públicas de apoio”, afirmou a deputada.

Segundo ela, a costura popular está historicamente vinculada à resistência econômica de mulheres das classes populares, seja como forma de geração de renda diante da exclusão do mercado formal, seja como expressão cultural, saber tradicional e afirmação de identidade coletiva. “Trata-se de um ofício que combina habilidade técnica, criatividade e valor social, mas que foi historicamente invisibilizado pelo Estado e explorado por dinâmicas injustas de produção, especialmente no setor da moda própria”, ressaltou Bia de Lima.

Por isso, fica autorizado a implementação, por meio da proposta, de centro de produção compartilhada de costura (espaços com máquinas, insumos e apoio técnico); linhas de microcrédito específicas para costureiras informais ou em transição para formalização; cursos gratuitos de capacitação técnica, design, empreendedorismo e economia solidária; feiras estaduais e regionais, além de aquisição de uniformes escolares, roupas hospitalares e outros produtos têxteis diretamente de grupos produtivos organizados pela política.

O programa terá como diretrizes o reconhecimento das costureiras e costureiros como trabalhadores da cultura, da moda e da econômica popular; fomento à formalização através de cooperativas, MEIs e associações; garantia de acesso a crédito, compras públicas e capacitação técnica e promoção de cadeias produtivas sustentáveis e com justiça social.

Integram as políticas costureiras e costureiros autônomos; cooperativas ou associações de costura popular; grupos produtivos informais em áreas urbanas ou rurais; iniciativas com recorte de gênero, raça, geração e território, com prioridade para mulheres, pessoas negras e periféricas.

Em sua fala, Bia de Lima (PT) foi enfática ao defender a valorização dos trabalhadores da base da educação: “Não estamos falando apenas de nomenclatura de cargos, mas de reconhecimento real de quem está todos os dias nas creches, exercendo função docente e contribuindo diretamente para o desenvolvimento das nossas crianças”, afirmou.

Professora de formação e defensora da educação pública, a deputada Bia de Lima destacou, em seu discurso, o papel do Cemadipe na promoção de uma educação que vai além da sala de aula. “Aqui não se trata apenas de oferecer ensino em tempo integral, mas de garantir uma formação integral. As crianças têm acesso à alimentação, ao reforço escolar, ao esporte, à formação humana e a valores fundamentais para a construção de cidadãos conscientes. Além disso, é um espaço acolhedor, onde cada estudante é respeitado em sua individualidade. Esse trabalho só é possível graças ao esforço coletivo de toda a equipe: direção, professores, técnicos, colaboradores e famílias que, juntos, sustentam um projeto que transforma vidas com qualidade e compromisso social”, afirmou.

“A Folia é um dos elementos mais importantes do folclore goiano, mas por se tratar de uma festividade essencialmente regional, cada Folia de Reis possui características próprias que podem variar de acordo com o costume local. Mas é possível destacar a presença de trajes com cores vibrantes, pedrarias, fitas e brilhos como um fato comum, bem como a existência de um estandarte ou bandeira para cada grupo de festejo”, aponta Bia de Lima.