Incentivo: projeto de Bia de Lima que cria política de combate à evasão escolar de mães e pais adolescentes é aprovado na Comissão de Educação

De acordo com a parlamentar, “a evasão escolar nesse contexto é uma realidade preocupante, pois não apenas compromete o acesso dos jovens a uma formação acadêmica sólida, como contribui para a perpetuação de desigualdades sociais”.

Durante a segunda reunião da Comissão de Educação, realizada nesta quarta-feira, 7, foi aprovado o projeto de lei da deputada estadual Bia de Lima (PT) que institui a Política Estadual de Combate à Evasão Escolar de Mães e Pais adolescentes.

De acordo com a parlamentar, “a evasão escolar nesse contexto é uma realidade preocupante, pois não apenas compromete o acesso dos jovens a uma formação acadêmica sólida, como contribui para a perpetuação de desigualdades sociais”.

O projeto considera adolescente o jovem com idade entre 10 e 19 anos, e a evasão escolar a ausência frequente e não justificada do ambiente escolar por parte dos estudantes; já as ações afirmativas são as medidas destinadas a promover a igualdade de oportunidades, reduzir desigualdades educacionais e garantir o acesso, permanência e conclusão dos estudos pelos adolescentes pais e mães.

Conforme a proposta, a Política Estadual de Combate à Evasão Escolar de Pais e Mães Adolescentes será implementada por meio de ações articuladas entre as secretarias de Educação, Assistência Social, Saúde e outros órgãos competentes do Governo e incluirá, entre outras ações que poderão ser estabelecidas, a capacitação de professores e profissionais da educação para lidar com a realidade específica dos adolescentes pais e mães; a implementação de programas de apoio psicossocial e orientação familiar para os adolescentes pais e mães, visando a promoção de relações saudáveis e o fortalecimento do vínculo familiar; a criação de programas de incentivo à permanência escolar, como bolsas de estudo, auxílio-creche, transporte escolar acessível e flexibilização de horários; a oferta de educação sexual e reprodutiva nas escolas, com enfoque na prevenção da gravidez na adolescência; o estímulo à participação ativa dos adolescentes pais e mães na vida escolar de seus filhos, por meio de atividades de acompanhamento pedagógico e participação em eventos escolares; e a articulação com os serviços de saúde para garantir o acesso dos adolescentes pais e mães a cuidados médicos adequados, planejamento familiar e métodos contraceptivos.

Ainda na reunião, outros dois projetos da deputada foram distribuídos para relatoria: o que dispõe sobre a política estadual de apoio psicossocial, para o deputado Coronel Adaílton, e psicopedagógico para alunos em situação de vulnerabilidade e o que institui o conselho mediador de conflitos nas unidades escolares, para a deputada Vívian Naves.

Em sua fala, Bia de Lima (PT) foi enfática ao defender a valorização dos trabalhadores da base da educação: “Não estamos falando apenas de nomenclatura de cargos, mas de reconhecimento real de quem está todos os dias nas creches, exercendo função docente e contribuindo diretamente para o desenvolvimento das nossas crianças”, afirmou.

Professora de formação e defensora da educação pública, a deputada Bia de Lima destacou, em seu discurso, o papel do Cemadipe na promoção de uma educação que vai além da sala de aula. “Aqui não se trata apenas de oferecer ensino em tempo integral, mas de garantir uma formação integral. As crianças têm acesso à alimentação, ao reforço escolar, ao esporte, à formação humana e a valores fundamentais para a construção de cidadãos conscientes. Além disso, é um espaço acolhedor, onde cada estudante é respeitado em sua individualidade. Esse trabalho só é possível graças ao esforço coletivo de toda a equipe: direção, professores, técnicos, colaboradores e famílias que, juntos, sustentam um projeto que transforma vidas com qualidade e compromisso social”, afirmou.

“A Folia é um dos elementos mais importantes do folclore goiano, mas por se tratar de uma festividade essencialmente regional, cada Folia de Reis possui características próprias que podem variar de acordo com o costume local. Mas é possível destacar a presença de trajes com cores vibrantes, pedrarias, fitas e brilhos como um fato comum, bem como a existência de um estandarte ou bandeira para cada grupo de festejo”, aponta Bia de Lima.