IDEB: Bia de Lima cobra plano de carreira do magistério, após resultado divulgação de resultado

Foi prometido que nós teríamos um novo plano de carreira dos professores, mas até agora não chegou”, afirmou Bia.

A deputada estadual Bia de Lima (PT) cobrou em plenário, que o Governo de Goiás encaminhe o novo plano de cargos e carreiras dos professores da Rede Estadual de Ensino, com a valorização dos profissionais. 

A cobrança ocorre no dia da divulgação do resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), referente ao ensino médio, de 2023. Conforme o Ministério da Educação e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Goiás volta ao topo do ranking, calculado a partir dos dados sobre aprovação escolar, obtidos no Censo Escolar, e das médias de desempenho do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).  

“No dia em que o Estado de Goiás retoma a 1° colocação do IDEB, é preciso reforçar a importância de valorizar quem de fato faz a Educação de Goiás: os trabalhadores. Foi prometido que nós teríamos um novo plano de carreira dos professores. Esse plano já era para ter chegado aqui na Alego, mas até agora não chegou”, afirmou ela.

Em seu discurso, Bia de Lima destacou a discrepância entre as ações governamentais e as necessidades do setor. “Goiás vem fazendo muito pela educação, porém, isso se dá na parte estrutural. Quando falamos dos recursos humanos, no sentido de respeitar os profissionais da educação, sejam eles da ativa ou aposentados, infelizmente a situação não é essa”, afirmou.

As escolas de Goiás atingiram a maior média registrada para o ensino médio público no País, com uma pontuação de 4,8 no Ideb. No total, em relação a taxa de aprovação do ensino médio em 2023, Goiás alcançou média de 98,3 com destaque para o terceiro ano do ensino médio, que ficou com 99,1 pontos.

“Esse programa aproxima os deputados e o Poder Legislativo das pessoas, dos municípios, trazendo demandas, ouvindo a população, levando benefícios e, principalmente, resultados, que é o que importa. A iniciativa já se tornou essencial para o nosso estado”, afirmou.

Ao discursar na tribuna, a deputada destacou que protocolou requerimento solicitando a realização de audiência pública para discutir a exploração de terras raras e outros recursos minerais no estado. “Precisamos aprofundar esse debate e reunir especialistas, representantes do poder público, setor produtivo e sociedade civil para discutir os impactos econômicos, sociais e ambientais da atividade mineradora em Goiás. É fundamental que o estado não repita um modelo histórico de exploração, em que riquezas naturais são retiradas sem que haja retorno efetivo para a população. Não podemos permitir que Goiás seja apenas um território de extração, onde se levam as riquezas e ficam os impactos, muitas vezes irreversíveis”, destacou.

Entre as pautas defendidas pela parlamentar em favor dos aposentados do serviço público, especialmente, os da Educação, categoria representada pela deputada, estão o reajuste do Piso do Magistério e data-base para Administrativos; a luta pelo fim do desconto de 14,25%; venda do hospital do servidor público; taxa de 30% dos dependentes do IPASGO e a mudança da natureza jurídica do IPASGO: valores inviáveis, dificuldade de conseguir exames e consultas com pagamentos indevidos.