Educação: Bia de Lima reforça liberdade de professores durante reunião com a Seduc

A titular da Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc-GO), Fátima Gavioli, e o presidente do Conselho Estadual de Educação, Flávio de Castro, estiveram na Assembleia Legislativa de Goiás para uma reunião com os deputados da Casa. Parlamentar e presidente da Comissão de Educação, Bia de Lima (PT), participou do encontro e afirmou ter havido uma discussão ampla e sobre diversos assuntos.

Segundo Bia de Lima, a Alego é realmente um espaço para discussões, principalmente, para que sejam ouvidos todos os segmentos quem envolvem a Educação, como a Seduc, conselhos e fóruns.

“Falamos sobre o papel dos conselhos de Educação de sugerir e discutir medidas e ações, já que são órgãos normatizadores, e discutimos várias outras questões como professores de apoio, qualidade da educação, escolas militares, houve uma discussão ampla e de diversos assuntos”, afirmou a deputada.

Destacando a liberdade dos professores, Bia de Lima afirmou ainda que foi discutido na ocasião o cerceamento dos profissionais. “Nessa questão de ideologização sobre tudo o que envolve a escola, especialmente, em tempos de polarização, haverá conflito. Plataformas denuncistas não são para ajudar a Educação. Cercear o trabalho de professores, agredi-los, tudo isso incentiva a violência e não ajuda no desenvolvimento dos estudantes”, aponta a parlamentar.

A deputada ressalta ainda que as medidas acirram a polarização e fomentam a disputa partidária a partir da escola. “Essa disputa partidária a partir da escola tem que acabar. Os professores estão temerosos de discutir temas com os alunos. É preciso ter liberdade e autonomia para o debate sobre todos os temas, independente da ótica de cada um. Não é produtivo para as escolas que isso seja limitado, no entanto, a Seduc garantiu que não tem interesse de cercear ou limitar a liberdade de ninguém”, pontuou.

Disciplinas

Ainda de acordo com Bia de Lima, as Diretrizes Nacionais Curriculares também foram tratadas na reunião. “Nos últimos dias tem havido uma discussão sobre disciplinas de outrora, como serão discutidas agora, mas, insistentemente tenho falado sobre as Diretrizes Nacionais Curriculares e precisamos saber o que elas trazem”, disse a parlamentar.

Em sua participação, a deputada afirmou ainda que apresentou o relatório das audiências públicas que realizou sobre o Novo Ensino Médio, além de perspectivas para o tema. “Apresentamos os relatórios de duas audiências públicas acerca do Ensino Médio, apresentamos perspectivas, mas também apontamos caminhos e soluções para esse grande problema, visto que o Novo Ensino Médio tem sido muito criticado por entidades e, principalmente, pelos estudantes. Queremos sempre ser propositivos buscando saídas positivas para a Educação”, completou ela.

“Esse programa aproxima os deputados e o Poder Legislativo das pessoas, dos municípios, trazendo demandas, ouvindo a população, levando benefícios e, principalmente, resultados, que é o que importa. A iniciativa já se tornou essencial para o nosso estado”, afirmou.

Ao discursar na tribuna, a deputada destacou que protocolou requerimento solicitando a realização de audiência pública para discutir a exploração de terras raras e outros recursos minerais no estado. “Precisamos aprofundar esse debate e reunir especialistas, representantes do poder público, setor produtivo e sociedade civil para discutir os impactos econômicos, sociais e ambientais da atividade mineradora em Goiás. É fundamental que o estado não repita um modelo histórico de exploração, em que riquezas naturais são retiradas sem que haja retorno efetivo para a população. Não podemos permitir que Goiás seja apenas um território de extração, onde se levam as riquezas e ficam os impactos, muitas vezes irreversíveis”, destacou.

Entre as pautas defendidas pela parlamentar em favor dos aposentados do serviço público, especialmente, os da Educação, categoria representada pela deputada, estão o reajuste do Piso do Magistério e data-base para Administrativos; a luta pelo fim do desconto de 14,25%; venda do hospital do servidor público; taxa de 30% dos dependentes do IPASGO e a mudança da natureza jurídica do IPASGO: valores inviáveis, dificuldade de conseguir exames e consultas com pagamentos indevidos.