Deputada Bia de Lima cobra explicações sobre possível crime ambiental em área urbana da capital goiana

Por meio de requerimento, a deputada Bia de Lima solicitou manifestações e fiscalização do Ministério Público e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Estado de Goiás quanto ao possível cometimento de crime ambiental, em uma área urbana no cruzamento da Avenida 136 com a Rua 132, próximo ao Clube de Engenharia, que teve a vegetação completamente devastada com derrubada de 86 árvores de 15 espécies diferentes e nativas do Cerrado. A ação coloca em risco de distribuição de nascentes de água para a construção de estabelecimento comercial.

Relatório produzido pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás – CAU/GO aponta que existem duas nascentes de água na área em questão, formando um rio subterrâneo que deságua no Lago do Bosque dos Buritis, no Lago das Rosas e também no Córrego Capim Puba. Logo, a destruição e ameaça de tais elementos naturais causaria prejuízos irreparáveis ao ecossistema e diversidade biológica do estado.

É importante ressaltar que, trata-se de uma Área de Preservação Permanente – APP, com as nascentes de água, portanto, um local não edificável, devendo ser preservado. Conforme notificado por veículos oficiais de imprensa, a empresa que adquiriu a área negociou uma medida compensatória para replantar de três a cinco mudas para cada uma das 86 árvores derrubadas, porém, a medida não foi publicizada, bem como, não foi informado o impacto da construção nos recursos hídricos.

“Vejo a situação com preocupação, visto que o desmatamento da área pode impermeabilizar todo o solo, impedindo assim a drenagem natural da água, agravando assim a já calamitosa situação de alagamento da Avenida 87 do Setor Sul, em Goiânia”, afirma Bia de Lima.

Os requerimentos consideram a Constituição do Estado de Goiás, o Código Ambiental (Lei 12.651/2012) e o entendimento firmado no julgado do Tema 1.010, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que prevê a manutenção de áreas de 30 a 500 metros de faixas não edificáveis nas margens dos cursos d’água naturais em trecho caracterizados com área urbana consolidada.

“Esse programa aproxima os deputados e o Poder Legislativo das pessoas, dos municípios, trazendo demandas, ouvindo a população, levando benefícios e, principalmente, resultados, que é o que importa. A iniciativa já se tornou essencial para o nosso estado”, afirmou.

Ao discursar na tribuna, a deputada destacou que protocolou requerimento solicitando a realização de audiência pública para discutir a exploração de terras raras e outros recursos minerais no estado. “Precisamos aprofundar esse debate e reunir especialistas, representantes do poder público, setor produtivo e sociedade civil para discutir os impactos econômicos, sociais e ambientais da atividade mineradora em Goiás. É fundamental que o estado não repita um modelo histórico de exploração, em que riquezas naturais são retiradas sem que haja retorno efetivo para a população. Não podemos permitir que Goiás seja apenas um território de extração, onde se levam as riquezas e ficam os impactos, muitas vezes irreversíveis”, destacou.

Entre as pautas defendidas pela parlamentar em favor dos aposentados do serviço público, especialmente, os da Educação, categoria representada pela deputada, estão o reajuste do Piso do Magistério e data-base para Administrativos; a luta pelo fim do desconto de 14,25%; venda do hospital do servidor público; taxa de 30% dos dependentes do IPASGO e a mudança da natureza jurídica do IPASGO: valores inviáveis, dificuldade de conseguir exames e consultas com pagamentos indevidos.