Bia de Lima participa de audiência proposta por Mauro Rubem para debater a aplicação da Lei 15.326/2026 e o piso do magistério

Em sua fala, Bia de Lima (PT) foi enfática ao defender a valorização dos trabalhadores da base da educação: “Não estamos falando apenas de nomenclatura de cargos, mas de reconhecimento real de quem está todos os dias nas creches, exercendo função docente e contribuindo diretamente para o desenvolvimento das nossas crianças”, afirmou.

A deputada estadual Bia de Lima (PT) teve papel de destaque na audiência pública realizada nesta sexta-feira (17), na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), que debateu a aplicação da Lei nº 15.326/2026. A atividade, proposta pelo deputado Mauro Rubem (PT), reuniu representantes da educação, gestores públicos e entidades da sociedade civil para discutir a valorização dos profissionais da educação infantil.

Logo na abertura, Bia de Lima ressaltou a importância da nova legislação, de autoria da deputada federal Luciene Cavalcante da Silva, que reconhece os professores da educação infantil como profissionais do magistério. A norma altera as Leis nº 11.738/2008 e nº 9.394/1996 e foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em janeiro deste ano.

Em sua fala, a parlamentar foi enfática ao defender a valorização dos trabalhadores da base da educação: “Não estamos falando apenas de nomenclatura de cargos, mas de reconhecimento real de quem está todos os dias nas creches, exercendo função docente e contribuindo diretamente para o desenvolvimento das nossas crianças”, afirmou.

Bia de Lima também destacou que a implementação da lei precisa avançar com urgência nos municípios goianos. Segundo ela, ainda há resistência de gestores locais em reconhecer o direito desses profissionais ao enquadramento no piso do magistério. “É inadmissível que, mesmo com a lei em vigor, trabalhadores continuem invisibilizados. Queremos garantir que a legislação saia do papel e se transforme em direitos concretos”, reforçou.

Autor da proposta da audiência, o deputado Mauro Rubem destacou que o debate é essencial para garantir que a lei seja efetivamente aplicada em todo o estado. “Essa discussão não pode se limitar a um único município. Em várias cidades de Goiás, profissionais que exercem função docente na educação infantil ainda enfrentam barreiras administrativas. Precisamos garantir que esses trabalhadores tenham seus direitos reconhecidos”, afirmou.

Durante a audiência, a deputada federal Luciene Cavalcante reforçou os fundamentos da lei e foi direta ao afirmar que o critério para o reconhecimento é a função exercida. “Não importa o nome do cargo. Se exerce função docente, tem formação e ingressou por concurso público, deve ser reconhecida como professora e receber o piso nacional do magistério”, destacou.

Ela também enfatizou que, na educação infantil, não há separação entre cuidar, educar e brincar. “Essas dimensões são inseparáveis no trabalho com as crianças. Quem está no chão da creche, na relação direta com os alunos, exerce função docente e precisa ter seus direitos garantidos”, completou.

Ao longo do encontro, Bia de Lima reforçou a necessidade de organização e mobilização para garantir a efetivação da lei. A deputada defendeu a criação de grupos de trabalho nas prefeituras e o fortalecimento do diálogo entre profissionais da educação, gestores e órgãos de controle. “Valorizar os profissionais da educação infantil é investir no futuro do país. Não existe desenvolvimento sem educação de qualidade, e isso começa pelo reconhecimento de quem está na base desse processo”, afirmou.

A audiência pública contou ainda com a participação de educadores, sindicatos, especialistas e representantes da sociedade civil, consolidando-se como um importante espaço de escuta e articulação. A expectativa é que o debate impulsione ações concretas em Goiás para garantir o pleno cumprimento da Lei nº 15.326/2026 e o devido reconhecimento dos profissionais da educação infantil.

Professora de formação e defensora da educação pública, a deputada Bia de Lima destacou, em seu discurso, o papel do Cemadipe na promoção de uma educação que vai além da sala de aula. “Aqui não se trata apenas de oferecer ensino em tempo integral, mas de garantir uma formação integral. As crianças têm acesso à alimentação, ao reforço escolar, ao esporte, à formação humana e a valores fundamentais para a construção de cidadãos conscientes. Além disso, é um espaço acolhedor, onde cada estudante é respeitado em sua individualidade. Esse trabalho só é possível graças ao esforço coletivo de toda a equipe: direção, professores, técnicos, colaboradores e famílias que, juntos, sustentam um projeto que transforma vidas com qualidade e compromisso social”, afirmou.

“A Folia é um dos elementos mais importantes do folclore goiano, mas por se tratar de uma festividade essencialmente regional, cada Folia de Reis possui características próprias que podem variar de acordo com o costume local. Mas é possível destacar a presença de trajes com cores vibrantes, pedrarias, fitas e brilhos como um fato comum, bem como a existência de um estandarte ou bandeira para cada grupo de festejo”, aponta Bia de Lima.

“O art. 19, inciso I, da Carta Magna, estabelece a separação entre o Estado e as instituições religiosas, proibindo qualquer forma de aliança ou dependência entre ambos. Tal princípio consagra o Estado Laico, que assegura a liberdade de crença e garante tratamento igualitário a todos os cidadãos, independentemente de sua fé ou ausência dela”, aponta a parlamentar.