Educação: “valorização de servidores”, diz Bia de Lima sobre aprovação de projetos

Segundo a parlamentar, as matérias são bastante importantes, históricas e trazem reconhecimento para os trabalhadores.

A deputada Bia de Lima (PT) celebrou a aprovação dos projetos que envolvem os servidores da Educação da Rede Estadual, na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Segundo a parlamentar, as matérias são bastante importantes, históricas e trazem reconhecimento para os trabalhadores.

Os projetos foram encaminhados à Casa pelo Governo de Goiás, no entanto, são de inciativa da Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc-GO). As propostas são relativas a gratificação dos diretores das unidades educacionais e também do plano de carreira dos servidores administrativos da Educação.

“Nós tivemos o projeto que traz a gratificação dos diretores das unidades educacionais, que é muito relevante. A recomposição das gratificações, que também compreendem os secretários-gerais, os coordenadores de apoio financeiro (CAFs), e ainda reestruturou a Educação Especial, que estava meio solta. Lutamos muito por isso, são medidas que melhoram a estrutura educacional e que só são possíveis a partir da valorização dos profissionais envolvidos nesse processo”, aponta Bia de Lima.

Contudo, a deputada observou que as gratificações não são equânimes. Segundo Bia de Lima, o teto das gratificações é de R$ 3,5 mil, valor pago a apenas um diretor, enquanto, o diretor da maior escola do estado de Goiás é de R$ 2,5 mil. Segundo ela, o trabalho segue para que todas atinjam o mesmo patamar, já que também compartilham a mesma responsabilidade.

Plano de Carreira dos Administrativos

Sobre o novo plano de carreira dos servidores administrativos da Educação, Bia de Lima ressaltou que a aprovação é histórica, já que os trabalhadores esperavam as alterações há 17 anos.

A deputada pontua que, apesar de não contemplar todos os servidores, o plano representa um avanço.

“Tivemos avanços com esse novo plano, não do tanto que gostaríamos, mas houve. As vezes a categoria se frustra, mas é preciso amparo legal para a obtenção de todas as reivindicações. Dessa forma, vamos trabalhar junto ao Ministério da Educação (MEC), para que seja discutido no Congresso Nacional a questão da formação superior. O grande questionamento é a remuneração quanto aos níveis, pois muitos profissionais estão graduados e até pós-graduados, mas na regulamentação das carreiras não tiveram isso garantido efetivamente. Por isso, no ano que vem, vamos trabalhar para continuar com essa perspectiva, sobre como vamos minimizar casos específicos, para que todos sejam atendidos”, disse ela.

Professores

Bia lembra ainda que o projeto que concede reajuste aos professores ainda não chegou à Alego.

“A matéria referente aos professores não chegou à Alego. Como teremos o Piso em janeiro, foi feita uma conversa na Seduc, no sentido de que essa matéria fosse tratada no início do ano, para ver qual será o índice de reajuste do piso e para que a categoria não tenha dissabores. Entendemos que o assunto será abordado no início do ano que vem, esse foi o compromisso do governo assumiu conosco e espero que avancemos. Vamos continuar trabalhando para que todos fiquem satisfeitos. Servidores valorizados é sinal de reconhecimento a quem leva as políticas públicas a população”, finalizou ela.

Em seu discurso, a deputada ressaltou que a ampliação do acesso à educação também deve ser acompanhada da valorização de professores e servidores técnico-administrativos. Bia de Lima também comentou sobre a greve dos trabalhadores da educação municipal de Goiânia, que, segundo ela, já ultrapassa duas semanas. Ela cobrou avanços nas negociações. “É preciso ter muito mais cuidado e zelo, atender o pessoal, sentar, discutir e achar uma saída”, defendeu.

“Estamos fazendo todos os esforços, buscando diversas autoridades para intermediar a situação com o prefeito Sandro Mabel, que prometeu retirar todas as propostas que haviam sido apresentadas. Essa medida, além de não ajudar, piora o que já não estava bom. Estamos buscando a resolução para esse impasse, que é de obrigação da gestão. A pauta está colocada há anos, os trabalhadores não só querem, como têm direito a valorização”, apontou a deputada.

Para Bia, o calendário eleitoral não deve servir de justificativa para reduzir a rotina de funcionamento do Parlamento. A deputada defendeu a manutenção dos dias e horários já conhecidos pela população, especialmente para garantir que quem acompanha os trabalhos da Assembleia pela TV Alego e pelos demais canais institucionais continue tendo previsibilidade sobre a atuação dos parlamentares.