Recursos: projeto de Bia de Lima prevê responsabilidade ao gestor que inaugurar obra inacabada

A deputada Bia de Lima (PT) apresentou um projeto que altera a Lei n° 18.965, de 22 de julho de 2015, e define o ato inaugural de uma obra e prevê responsabilidade administrativa e judicial para o gestor que entregar obras incompletas à população. A referida lei proíbe a inauguração e entrega de empreendimentos públicos incompletos no estado.

Conforme a proposta da parlamentar, inauguração de uma obra é qualquer cerimônia oficial, ato público ou abertura ao uso público, incluindo temporário da obra antes de sua conclusão total. E o descumprimento acarretará em sanções administrativas, que serão aplicadas aos gestores públicos responsáveis pela inauguração de obras inacabadas, de acordo com a gravidade da infração. “Isso contribuirá para que obras em fase de finalização não sejam indevidamente entregues à população antes de sua conclusão, garantindo a qualidade e a segurança dos empreendimentos públicos”, diz a deputada.

De acordo com a deputada, a Lei n° 18.965/2015 estabeleceu um importante marco para a gestão pública em Goiás, protegendo o erário e a segurança da população. Contudo, “é necessário aprimorar alguns aspectos dessa lei para garantir sua plena efetividade e ampliar a participação da sociedade civil no controle e fiscalização das obras públicas”, ressalta.

Outros pontos contidos no PL são a publicidade referente ao andamento das obras públicas e a participação da sociedade civil na fiscalização desses projetos. “Dessa forma, a proposta de alteração legislativa busca reforçar os princípios da eficiência, legalidade e transparência, consagrados na Constituição Federal. A atualização da lei estadual vigente é um passo importante para aprimorar a gestão pública em Goiás, garantindo a entrega de obras públicas completas e funcionais, e fortalecendo a participação cidadã no controle e fiscalização dos recursos públicos”, finaliza. 

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Em seu discurso, a deputada ressaltou que a ampliação do acesso à educação também deve ser acompanhada da valorização de professores e servidores técnico-administrativos. Bia de Lima também comentou sobre a greve dos trabalhadores da educação municipal de Goiânia, que, segundo ela, já ultrapassa duas semanas. Ela cobrou avanços nas negociações. “É preciso ter muito mais cuidado e zelo, atender o pessoal, sentar, discutir e achar uma saída”, defendeu.

“Estamos fazendo todos os esforços, buscando diversas autoridades para intermediar a situação com o prefeito Sandro Mabel, que prometeu retirar todas as propostas que haviam sido apresentadas. Essa medida, além de não ajudar, piora o que já não estava bom. Estamos buscando a resolução para esse impasse, que é de obrigação da gestão. A pauta está colocada há anos, os trabalhadores não só querem, como têm direito a valorização”, apontou a deputada.

Para Bia, o calendário eleitoral não deve servir de justificativa para reduzir a rotina de funcionamento do Parlamento. A deputada defendeu a manutenção dos dias e horários já conhecidos pela população, especialmente para garantir que quem acompanha os trabalhos da Assembleia pela TV Alego e pelos demais canais institucionais continue tendo previsibilidade sobre a atuação dos parlamentares.