Política para mulheres: “queremos representatividade em Goiânia”, afirma Bia de Lima

Na ocasião, a deputada Bia de Lima reforçou que esta não será uma campanha fácil, principalmente, por enfrentar grandes nomes em um momento político delicado. Porém, ela ressaltou a combatividade da Delegada Adriana Accorsi e a viabilidade de sua candidatura.

A deputada estadual Bia de Lima (PT) participou na manhã deste sábado, 13, de uma reunião especial de mulheres, para discutir propostas para o plano de governo da pré-candidata à Prefeitura de Goiânia, deputada federal Delegada Adriana Accorsi.

No encontro, realizado na sede do Partido dos Trabalhadores em Goiânia, diversas lideranças políticas discutiram a importância de pensar juntas sobre estratégias para a melhoria da capital goiana.

Na ocasião, a deputada Bia de Lima reforçou que esta não será uma campanha fácil, principalmente, por enfrentar grandes nomes em um momento político delicado. Porém, ela ressaltou a combatividade da Delegada Adriana Accorsi e a viabilidade de sua candidatura.

“Estamos trazendo as nossas expectativas e esperanças para serem debatidas e atingidas com a eleição da nossa pré-candidata. Sabemos que será uma campanha dura, mas a Delegada Adriana Accorsi é leve e não traz preconceitos”, disse ela.

“A candidatura de Adriana é a única onde nós, mulheres, podemos nos ver representadas. Por isso, temos a responsabilidade de convencer os nossos grupos de convivência a também se ver por meio da atuação dela. Somos aguerridas, persistentes, então temos essa tarefa, independentemente de questões partidárias”, ressaltou Bia de Lima.

Também presente na reunião, a secretária de gestão do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial do Ministério da Igualdade Racial, Iêda Leal, falou sobre plantar ideais, para colher resultados.

“Adriana provoca um encontro de gerações e é importante escutarmos todas as palavras ditas neste espaço. Precisamos de formação política, para que consigamos plantar ideias na mente de cada pessoa dessa cidade, para que não haja espaço para o machismo, para aqueles que querem nos exterminar. Precisamos debater isso dentro das nossas casas, a tarefa começa deste lugar para o mundo”, declarou ela.

Por sua vez, a pré-candidata Delegada Adriana Accorsi pontuou que não pode se cansar da luta.

“Estamos em um momento único, com chance não só de eleger a primeira mulher para a Prefeitura de Goiania, mas eleger a esperança. Concorremos com pessoas que defendem o espancamento dos filhos caso sejam aprovados no Enem, que querem a prisão de professores, com aqueles que defendem que uma mulher pode ser uma boa vice por ser casada com um bom gestor. Isso é muito sério e muito complicado. Às vezes nos sentimos cansadas, mas quero dar esse exemplo, o nosso desafio é por quem mais precisa e, por isso, eu não posso desanimar”.

“Somos maioria nesta cidade, que não é uma cidade segura para nós. Vivemos em um município escuro, mal cuidado, campeão em estupro, que invisibiliza mulheres, mesmo que elas estejam em todos os lugares. Esse é o nosso momento para avançar”, completou a pré-candidata.

Em seu discurso, a deputada ressaltou que a ampliação do acesso à educação também deve ser acompanhada da valorização de professores e servidores técnico-administrativos. Bia de Lima também comentou sobre a greve dos trabalhadores da educação municipal de Goiânia, que, segundo ela, já ultrapassa duas semanas. Ela cobrou avanços nas negociações. “É preciso ter muito mais cuidado e zelo, atender o pessoal, sentar, discutir e achar uma saída”, defendeu.

“Estamos fazendo todos os esforços, buscando diversas autoridades para intermediar a situação com o prefeito Sandro Mabel, que prometeu retirar todas as propostas que haviam sido apresentadas. Essa medida, além de não ajudar, piora o que já não estava bom. Estamos buscando a resolução para esse impasse, que é de obrigação da gestão. A pauta está colocada há anos, os trabalhadores não só querem, como têm direito a valorização”, apontou a deputada.

Para Bia, o calendário eleitoral não deve servir de justificativa para reduzir a rotina de funcionamento do Parlamento. A deputada defendeu a manutenção dos dias e horários já conhecidos pela população, especialmente para garantir que quem acompanha os trabalhos da Assembleia pela TV Alego e pelos demais canais institucionais continue tendo previsibilidade sobre a atuação dos parlamentares.