“Prejuízo imenso”, afirma Bia de Lima sobre redução dos precatórios em Goiás

A deputada estadual Bia de Lima (PT) se posicionou de forma contrária a lei do Governo de Goiás, aprovada na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), que regulamenta o pagamento de precatórios por meio de acordos diretos com credores e define o limite das Requisições de Pequeno Valor (RPVs). Pelo texto aprovado, o teto das RPVs será reduzido de 40 para 10 salários mínimos.

A deputada estadual Bia de Lima (PT) se posicionou de forma contrária a lei do Governo de Goiás, aprovada na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), que regulamenta o pagamento de precatórios por meio de acordos diretos com credores e define o limite das Requisições de Pequeno Valor (RPVs). Pelo texto aprovado, o teto das RPVs será reduzido de 40 para 10 salários mínimos.

“A medida representa um prejuízo imenso às pessoas e aos sindicatos que tiveram êxito nas demandas judiciais, como é o caso do Sintego, do Sindipúblico, das entidades que mais têm trabalhado para defender na justiça aquilo que nas negociações o governo Caiado não atende”, afirma a deputada, que também presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego).

Ouça o comentário em áudio:

Segundo Bia de Lima, a gestão Caiado busca destruir a luta dos servidores públicos. “Mesmo quando a gente consegue na justiça, esse governo tenta impedir que as pessoas tenham acesso aos direitos adquiridos, a receber seus precatórios de forma devida. É um absurdo isso que o governo fez na calada”, pontuou a parlamentar.

Ainda de acordo com a deputada, há uma histórico do governador de executar “maldades” contra os servidores públicos às vésperas do final do ano.

“Toda vez, quando vai chegando o final do ano, o governo Caiado faz dessa forma, tenta mandar matérias ruins, matérias que prejudicam o povo, prejudicam os trabalhadores, para tentar votar e, principalmente, aprovar na calada, como foi o caso dos precatórios. Nós não votamos essa matéria, somos contra essa matéria e vamos buscar também a reversão disso com uma ação direta de inconstitucionalidade dessa matéria. Quem define sobre os precatórios é o governo federal e nós vamos tentar impedir que essa medida siga adiante”, completou ela.

Em seu discurso, a deputada ressaltou que a ampliação do acesso à educação também deve ser acompanhada da valorização de professores e servidores técnico-administrativos. Bia de Lima também comentou sobre a greve dos trabalhadores da educação municipal de Goiânia, que, segundo ela, já ultrapassa duas semanas. Ela cobrou avanços nas negociações. “É preciso ter muito mais cuidado e zelo, atender o pessoal, sentar, discutir e achar uma saída”, defendeu.

“Estamos fazendo todos os esforços, buscando diversas autoridades para intermediar a situação com o prefeito Sandro Mabel, que prometeu retirar todas as propostas que haviam sido apresentadas. Essa medida, além de não ajudar, piora o que já não estava bom. Estamos buscando a resolução para esse impasse, que é de obrigação da gestão. A pauta está colocada há anos, os trabalhadores não só querem, como têm direito a valorização”, apontou a deputada.

Para Bia, o calendário eleitoral não deve servir de justificativa para reduzir a rotina de funcionamento do Parlamento. A deputada defendeu a manutenção dos dias e horários já conhecidos pela população, especialmente para garantir que quem acompanha os trabalhos da Assembleia pela TV Alego e pelos demais canais institucionais continue tendo previsibilidade sobre a atuação dos parlamentares.