“Necessário construir rede de proteção aos trabalhadores que estão nas escolas”, diz Bia de Lima sobre violência contra profissionais da Educação

Foto: Hellenn Reis
Na semana passada, um professor foi esfaqueado por uma aluna em Valparaíso e, infelizmente esse não foi o único caso. Recentemente, uma mãe entrou em um CMEI e deu uma chinelada no rosto de uma professora. São situações que têm provocado medo e insegurança nos professores e administrativos da Educação, que ficam vulneráveis e reféns da violência”, afirmou ela.

Ao usar a tribuna nesta quarta-feira, 27, a deputada estadual Bia de Lima (PT) falou de sua preocupação com a chegada da violência nas escolas de Goiás. Segundo ela, a situação tem causado pânico entre os profissionais da categoria, que anseiam por segurança e pela manutenção da própria vida.

“Na semana passada, um professor foi esfaqueado por uma aluna em Valparaíso e, infelizmente esse não foi o único caso. Recentemente, uma mãe entrou em um CMEI e deu uma chinelada no rosto de uma professora. São situações que têm provocado medo e insegurança nos professores e administrativos da Educação, que ficam vulneráveis e reféns da violência”, afirmou ela.

Ao falar sobre a gravidade dos episódios, a parlamentar relembrou o projeto de lei apresentado por ela, neste mês de agosto, que busca construir uma rede de proteção para os profissionais. “Chegamos a um ponto em que foi necessário apresentarmos um projeto de lei SOS Educação, buscando construir uma rede de proteção a todos os trabalhadores que estão dentro das escolas”, ressaltou Bia.

De acordo com ela, “é preciso fazer com que os profissionais tenham a garantia não só de suas vidas, mas também da liberdade de ensinar, de orientar os alunos e não ficarem reféns de ameaças e de pessoas que não conhecem a importância da educação. Essa situação não pode perdurar e, é por isso a defesa desses trabalhadores em Educação que têm lutado muito para garantir a qualidade da educação no nosso estado”, finalizou ela.

Em seu discurso, a deputada ressaltou que a ampliação do acesso à educação também deve ser acompanhada da valorização de professores e servidores técnico-administrativos. Bia de Lima também comentou sobre a greve dos trabalhadores da educação municipal de Goiânia, que, segundo ela, já ultrapassa duas semanas. Ela cobrou avanços nas negociações. “É preciso ter muito mais cuidado e zelo, atender o pessoal, sentar, discutir e achar uma saída”, defendeu.

“Estamos fazendo todos os esforços, buscando diversas autoridades para intermediar a situação com o prefeito Sandro Mabel, que prometeu retirar todas as propostas que haviam sido apresentadas. Essa medida, além de não ajudar, piora o que já não estava bom. Estamos buscando a resolução para esse impasse, que é de obrigação da gestão. A pauta está colocada há anos, os trabalhadores não só querem, como têm direito a valorização”, apontou a deputada.

Para Bia, o calendário eleitoral não deve servir de justificativa para reduzir a rotina de funcionamento do Parlamento. A deputada defendeu a manutenção dos dias e horários já conhecidos pela população, especialmente para garantir que quem acompanha os trabalhos da Assembleia pela TV Alego e pelos demais canais institucionais continue tendo previsibilidade sobre a atuação dos parlamentares.