“Inaceitável”, Bia de Lima critica aprovação da PEC da Blindagem

De acordo com a parlamentar, a aprovação da PEC é uma vergonha, não só pelo conteúdo, mas também pela forma de votação, na calada da noite. “A proposta tenta proteger parlamentares que cometem crimes graves, como violência contra mulheres, agressões e usam o cargo como escudo. Isso é inaceitável”, afirmou ela.

A deputada estadual Bia de Lima (PT) criticou a aprovação da PEC da Blindagem, que dificulta a abertura de processos criminais contra deputados federais, estaduais e distritais, além de senadores. Pela PEC aprovada na Câmara, a Justiça só pode processar penalmente os parlamentares com prévia autorização da Casa Legislativa.

De acordo com a parlamentar, a aprovação da PEC é uma vergonha, não só pelo conteúdo, mas também pela forma de votação, na calada da noite. “A proposta tenta proteger parlamentares que cometem crimes graves, como violência contra mulheres, agressões e usam o cargo como escudo. Isso é inaceitável”, afirmou ela.

Na ocasião, Bia de Lima também parabenizou os três deputados federais de Goiás, Adriana Accorsi, Rubens Otoni, ambos do PT, e Flávia Moraes (PDT), que tiveram coragem de votar contra a proposta.

“A sociedade já deixou claro que não aceita mais impunidade. É hora de agir com responsabilidade e compromisso com a justiça”, reforçou ela.

Em seu discurso, a deputada ressaltou que a ampliação do acesso à educação também deve ser acompanhada da valorização de professores e servidores técnico-administrativos. Bia de Lima também comentou sobre a greve dos trabalhadores da educação municipal de Goiânia, que, segundo ela, já ultrapassa duas semanas. Ela cobrou avanços nas negociações. “É preciso ter muito mais cuidado e zelo, atender o pessoal, sentar, discutir e achar uma saída”, defendeu.

“Estamos fazendo todos os esforços, buscando diversas autoridades para intermediar a situação com o prefeito Sandro Mabel, que prometeu retirar todas as propostas que haviam sido apresentadas. Essa medida, além de não ajudar, piora o que já não estava bom. Estamos buscando a resolução para esse impasse, que é de obrigação da gestão. A pauta está colocada há anos, os trabalhadores não só querem, como têm direito a valorização”, apontou a deputada.

Para Bia, o calendário eleitoral não deve servir de justificativa para reduzir a rotina de funcionamento do Parlamento. A deputada defendeu a manutenção dos dias e horários já conhecidos pela população, especialmente para garantir que quem acompanha os trabalhos da Assembleia pela TV Alego e pelos demais canais institucionais continue tendo previsibilidade sobre a atuação dos parlamentares.