Desconsiderando servidores, Caiado veta projeto que previa espera domiciliar durante processo de aposentadoria

“Estávamos trabalhando há muito tempo nesse projeto. Essa era uma forma justa, de reconhecer os critérios necessários exigidos para aposentadoria, levando em consideração o trabalho e dedicação de cada pessoa. O governo não pode cobrar que os servidores trabalhem quase dois anos a mais só pela demora da tramitação, isso é absurdo e uma exploração em cima dos trabalhadores”, afirma Bia de Lima.

Em mais uma ação maldosa contra os servidores públicos de Goiás, o governador Ronaldo Caiado (UB) vetou o projeto da deputada estadual Bia de Lima (PT), que assegurava ao servidor o direito de aguardar em casa após 90 dias com o processo de aposentadoria em andamento. Segundo ela, a medida é mais uma prova do descompromisso do Executivo goiano com quem se dedica à prestação social no estado.

“Estávamos trabalhando há muito tempo nesse projeto. Essa era uma forma justa, de reconhecer os critérios necessários exigidos para aposentadoria, levando em consideração o trabalho e dedicação de cada pessoa. O governo não pode cobrar que os servidores trabalhem quase dois anos a mais só pela demora da tramitação, isso é absurdo e uma exploração em cima dos trabalhadores”, afirma Bia de Lima.

O projeto havia sido aprovado de forma definitiva pela Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) no último dia 18 de dezembro. Para a parlamentar, a proposta significada mais dignidade e respeito aos servidores, especialmente, os da Educação, categoria que defende também como presidenta do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás, o Sintego.

“Os professores acabam sendo os mais prejudicados nesse cenário, visto que perderam o benefício da aposentadoria especial, também no governo Caiado, e serão obrigados a permanecer em atividade mesmo em condições precárias, enquanto aguardam a conclusão do processo de aposentadoria. Muitos deles estão adoecidos, envelhecidos e completamente esquecidos por esse governo que tem atuado de forma nefasta contra a nossa categoria”, aponta ela.

Ainda segundo Bia, o projeto era fruto da escuta ativa da categoria e da luta permanente do SINTEGO, que há anos denuncia a morosidade nos processos de aposentadoria e seus impactos na saúde e na vida dos trabalhadores da Educação.

“Estamos utilizando essa dinâmica da pedalada como mecanismo para atrair mais pessoas e colocar fim a toda violência praticada contra as mulheres. Goiás, infelizmente, é um estado que mata, agride, violenta e estupra mulheres. Nós precisamos nos indignar, não dá para normatizar os números que são estarrecedores”, afirmou a deputada.

“Neste dia que antecede o Dia Internacional das Mulheres, em nome da bancada feminina da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), eu trago um abraço caloroso a todos e todas que estão aqui, especialmente, para as mulheres da região. Temos que valorizar as mulheres que estão no Executivo, como a prefeita de Simolândia, que tem feito um trabalho diferenciado na cidade. Assim como a companheira Rosely, ex-vereadora e ex-presidenta do Sintego de Alvorada. São mulheres fortes, determinadas, corajosas, que têm feito do espaço público, um ambiente cada vez mais diverso e democrático. Queremos mostrar cada vez mais que a política séria se faz com respeito e com a participação feminina em todas as decisões”, afirmou Bia de Lima.

A deputada estadual Bia de Lima (PT) participou na sexta-feira (6/3) da Sessão Solene em reconhecimento aos profissionais terceirizados que atuam no serviço público, a convite da vereadora Ludmylla Morais (PT). A cerimônia destacou a importância dos trabalhadores terceirizados que atuam em diferentes áreas do serviço público, como limpeza, segurança, manutenção e apoio administrativo, garantindo o funcionamento de escolas, unidades de saúde, repartições e diversos espaços públicos.