Bia de Lima se posiciona contra privatização da Saneago e avança com projetos em defesa da cultura e do estado laico em Goiás

Contrária à privatização da Saneago, Bia de Lima defende o caráter público da empresa, destaca a criação da Cartilha Cidadã da Educação e celebra a aprovação de projetos que valorizam a cultura, o desenvolvimento regional e os princípios constitucionais em Goiás.

A deputada estadual Bia de Lima (PT) utilizou a tribuna do Plenário Iris Rezende Machado, na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, nesta terça-feira (24), para se posicionar contra a privatização da Saneamento de Goiás S.A. e destacar ações da Comissão de Educação da Casa.

Durante o pronunciamento, a parlamentar abordou a suspensão do leilão que previa a privatização da Saneago e reforçou que a empresa representa um patrimônio estratégico para a população goiana. Segundo Bia de Lima, a companhia é superavitária e cumpre um papel essencial ao garantir o abastecimento de água potável e o tratamento de esgoto em todo o estado.

A deputada também fez um paralelo com a antiga Companhia Energética de Goiás, hoje sob gestão da Equatorial Energia Goiás, para alertar sobre os impactos de processos de privatização. “É uma empresa que está a serviço dos goianos. Por isso, somos contrários à venda”, afirmou.

Bia de Lima também ressaltou uma ação da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, que preside, ao destacar a elaboração da Cartilha Cidadã da Educação. “Nós criamos a Cartilha Cidadã da Educação com orientações para prefeitos, secretários municipais e presidentes de câmaras, trazendo informações importantes sobre como se deve fazer o preparo dos próximos planos municipais de educação”, explicou.

A iniciativa busca fortalecer a gestão educacional nos municípios goianos, oferecendo suporte técnico e contribuindo para a construção de políticas públicas mais eficientes e alinhadas às necessidades da população.

Ainda na sessão, Bia de Lima destacou a aprovação, em primeira votação, de três projetos de sua autoria que fortalecem a identidade cultural e os princípios constitucionais do estado. As propostas reconhecem a Folia de Reis como Patrimônio Cultural Imaterial, instituem uma rota gastronômica voltada à valorização da culinária e do turismo regional e estabelecem o Dia do Estado Laico, a ser celebrado em 5 de outubro. As iniciativas têm como objetivo preservar tradições locais, incentivar o desenvolvimento econômico e promover a tolerância religiosa e a neutralidade estatal em Goiás.

Em uma manhã agitada de atividades, a deputada estadual Bia de Lima (PT) esteve no Colégio Robinho Martins de Azevedo, no Jardim Nova Esperança, em Goiânia, onde participou da inauguração da secretaria da instituição. O espaço, construído com ajuda de emendas parlamentares da deputada, vai facilitar a identificação de todos que participam da comunidade escolar.

De acordo com a deputada, a unidade educacional será um grande avanço para todo a região. “Nós estamos aqui buscando levar até Nova Crixás uma nova unidade do Instituto Federal de Goiás. Esse instituto que poderá dar, ainda mais, um impulsionamento para o grande desenvolvimento da região do município”, afirmou ela.

A deputada estadual Bia de Lima (PT) promoveu, na manhã desta segunda-feira (23/03), uma solenidade em homenagem às Mulheres de Luta do Estado de Goiás, no Plenário Iris Rezende da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego). O evento reuniu cerca de 150 homenageadas e contou com a presença de importantes lideranças femininas de diferentes áreas. A parlamentar destacou que, apesar dos avanços, ainda há muitos desafios a serem enfrentados, especialmente no combate à violência de gênero e na ampliação da presença feminina nos espaços de poder. “Nada foi dado às mulheres. Espaço não é cedido, é conquistado. Nós não queremos ser estatística, somos vidas, histórias que precisam ser respeitadas. Para as mulheres, Goiás ainda não é o estado mais seguro, e precisamos enfrentar essa realidade com políticas públicas efetivas. Também não existe democracia plena sem a presença das mulheres nos espaços de decisão. Precisamos estar lá, em igualdade de condições”, afirmou.