Bia de Lima quer prazos de 30 dias para atendimentos no SUS em Goiás, estabelecidos de acordo com a fila do complexo regulador

“A demora excessiva no acesso a procedimentos médicos tem sido uma das principais causas da judicialização da saúde, além de contribuir para o agravamento de quadros clínicos que poderiam ser tratados de forma mais célere. A fixação de prazos máximos não interfere na autonomia administrativa dos entes federativos nem nas pactuações estabelecidas, pois preserva a observância de protocolos clínicos, classificação de risco e prioridades médicas, elementos essenciais à organização do SUS”, afirma a deputada.

A deputada estadual Bia de Lima (PT) apresentou nesta terça-feira (24/3) um projeto que altera a Lei n° 23.585, que dispõe sobre a observância da fila do complexo regulador estadual no âmbito do estado de Goiás, para estabelecer prazos máximos para a realização de consultas, exames e cirurgias no Sistema Único de Saúde (SUS).

“A demora excessiva no acesso a procedimentos médicos tem sido uma das principais causas da judicialização da saúde, além de contribuir para o agravamento de quadros clínicos que poderiam ser tratados de forma mais célere. A fixação de prazos máximos não interfere na autonomia administrativa dos entes federativos nem nas pactuações estabelecidas, pois preserva a observância de protocolos clínicos, classificação de risco e prioridades médicas, elementos essenciais à organização do SUS”, afirma a deputada.

Conforme a proposta, os pacientes inseridos na fila única do Complexo Regulador Estadual terão assegurada a realização de consultas especializadas, exames diagnósticos e procedimentos cirúrgicos eletivos dentro do prazo máximo, observados os protocolos clínicos, a classificação de risco e as pactuações estabelecidas na Comissão Intergestores Bipartite.

O projeto estabelece 30 dias para consultas médicas especializadas, contados da inserção do paciente na fila da regulação; 15 dias para exames diagnósticos; 60 dias para cirurgias eletivas. Pessoas em classificação de risco, como idosos, gestantes, pessoas com deficiência, com doenças graves ou raras, ou ainda com suspeita de neoplasia maligna terão prioridade no cumprimento dos prazos.

Ainda conforme o projeto, o Complexo Regulador Estadual deverá disponibilizar sistema digital público de transparência, que permita ao usuário do SUS acompanhar sua posição na fila de espera; a estimativa de prazo para atendimento; a classificação de prioridade clínica e a unidade de saúde responsável pela realização do procedimento.

A parlamentar solicitou que a imunização seja garantida aos profissionais da saúde, da educação e também aos servidores da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Ela defendeu, ainda, que seja implantado um ponto de vacinação dentro da Casa Legislativa, facilitando o acesso e fortalecendo o cuidado com quem está na linha de frente todos os dias.

“Estamos aqui mobilizados pelo fim da escala 6x1, que é algo essencial para a classe trabalhadora, que precisa fazer a sua parte e pressionar o Congresso Nacional pela aprovação. Isso será uma grande vitória para o povo brasileiro. Todos nós precisamos de tempo de descanso, tempo de qualidade, especialmente nós, mulheres, que fazemos jornadas múltiplas”, afirmou a deputada.

Durante sua fala, a parlamentar destacou que está em retorno de Brasília, onde cumpriu importantes compromissos institucionais. Entre eles, a participação na Marcha da Classe Trabalhadora, mobilização que reúne representantes de diversas categorias para a apresentação de uma pauta unificada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Bia de Lima ressaltou a importância do ato como espaço de diálogo direto com o Governo Federal. “É um momento fundamental para garantir que as demandas dos trabalhadores sejam ouvidas e consideradas nas decisões nacionais”, afirmou.