Bia de Lima propõe programa de geração de renda por meio da agricultura

A deputada Bia de Lima (PT) apresentou nesta quarta-feira, 3, projeto de lei que institui o programa de geração de renda através de produtos da agricultura urbana e periurbana no estado de Goiás.

Conforme a proposta, o programa deve incentivar a criação de hortas comunitárias e escolares em áreas urbanas e periurbanas; oferta de treinamento e assistência técnica para a produção de alimentos saudáveis e de baixo custo; promoção de feiras e mercados para comercialização dos produtos da agricultura urbana e periurbana; o desenvolvimento de projetos de compostagem e reciclagem de resíduos orgânicos para a produção de adubo orgânico, além do estímulo à criação de cooperativas e associações de produtores para a comercialização conjunta dos produtos.

Segundo a deputada Bia de Lima, a agricultura urbana e periurbana é uma prática cada vez mais relevante para o desenvolvimento sustentável das cidades. “É uma prática que contribui para a produção de alimentos saudáveis e de baixo custo, a preservação do meio ambiente e a geração de renda para as comunidades locais e da qualidade de vida. Nesse sentido, é fundamental que o estado de Goiás crie um programa específico para incentivar esse tipo de programa em suas diferentes regiões”, ressalta ela.

Em seu discurso, a deputada ressaltou que a ampliação do acesso à educação também deve ser acompanhada da valorização de professores e servidores técnico-administrativos. Bia de Lima também comentou sobre a greve dos trabalhadores da educação municipal de Goiânia, que, segundo ela, já ultrapassa duas semanas. Ela cobrou avanços nas negociações. “É preciso ter muito mais cuidado e zelo, atender o pessoal, sentar, discutir e achar uma saída”, defendeu.

“Estamos fazendo todos os esforços, buscando diversas autoridades para intermediar a situação com o prefeito Sandro Mabel, que prometeu retirar todas as propostas que haviam sido apresentadas. Essa medida, além de não ajudar, piora o que já não estava bom. Estamos buscando a resolução para esse impasse, que é de obrigação da gestão. A pauta está colocada há anos, os trabalhadores não só querem, como têm direito a valorização”, apontou a deputada.

Para Bia, o calendário eleitoral não deve servir de justificativa para reduzir a rotina de funcionamento do Parlamento. A deputada defendeu a manutenção dos dias e horários já conhecidos pela população, especialmente para garantir que quem acompanha os trabalhos da Assembleia pela TV Alego e pelos demais canais institucionais continue tendo previsibilidade sobre a atuação dos parlamentares.