Bia de Lima pede explicações e solicita diligências para apurar possível prática abusiva no aumento no preço dos combustíveis na Grande Goiânia

De acordo com a parlamentar, no último dia 11 de setembro de 2025, o etanol estava sendo comercializado à quantia de R$ 3,59 por litro, enquanto no dia seguinte, o preço de venda era R$ 4,84. “É uma diferença repentina de R$ 1,35, o que levanta suspeitas nos critérios utilizados para a precificação do combustível”, afirma ela.

A deputada estadual Bia de Lima (PT) apresentou requerimento durante a apresentação de matérias na sessão ordinária desta terça-feira (16/9), no qual solicita ao diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Artur Watt Neto, bem como Superintendente da Proteção aos Direitos do Consumidor (Procon), Marco Aurélio de Sene Palmerston Xavier, a realização das diligências necessárias para apurar possível prática abusiva na alteração de preços de combustíveis na Grande Goiânia.

De acordo com a parlamentar, no último dia 11 de setembro de 2025, o etanol estava sendo comercializado à quantia de R$ 3,59 por litro, enquanto no dia seguinte, o preço de venda era R$ 4,84. “É uma diferença repentina de R$ 1,35, o que levanta suspeitas nos critérios utilizados para a precificação do combustível”, afirma ela.

“Nesse sentido, compreendemos ser fundamental a apuração de possíveis práticas abusivas, considerando o impacto direto desses preços sobre a economia e o cotidiano da população”, aponta a deputada.

Para ela, a investigação da ANP permitirá a identificação de condutas que possam caracterizar formação de cartel, abuso de poder econômico ou elevação indevida de preços, garantindo a proteção do consumidor e a competitividade do mercado. Além disso, a apuração contribui para a transparência nas relações comerciais e fortalece a confiança da sociedade nas instituições reguladoras e de fiscalização.

Outro ponto destacado pela parlamentar foi a “indústria da multa”. De acordo com Bia de Lima, a cidade de Goiânia está repleta de radares que são verdadeiras “pegadinhas” contra os motoristas que circulam pelo município, atrás de árvores e postes, um abuso. “Até abril, tínhamos cerca de 6 mil autos de infração. Agora, em agosto, já eram cerca de 17 mil. Houve uma reestruturação nessas cobranças e, ao meu ver, são abusivas”, ressaltou.

Em seu discurso, a deputada ressaltou que a ampliação do acesso à educação também deve ser acompanhada da valorização de professores e servidores técnico-administrativos. Bia de Lima também comentou sobre a greve dos trabalhadores da educação municipal de Goiânia, que, segundo ela, já ultrapassa duas semanas. Ela cobrou avanços nas negociações. “É preciso ter muito mais cuidado e zelo, atender o pessoal, sentar, discutir e achar uma saída”, defendeu.

“Estamos fazendo todos os esforços, buscando diversas autoridades para intermediar a situação com o prefeito Sandro Mabel, que prometeu retirar todas as propostas que haviam sido apresentadas. Essa medida, além de não ajudar, piora o que já não estava bom. Estamos buscando a resolução para esse impasse, que é de obrigação da gestão. A pauta está colocada há anos, os trabalhadores não só querem, como têm direito a valorização”, apontou a deputada.

Para Bia, o calendário eleitoral não deve servir de justificativa para reduzir a rotina de funcionamento do Parlamento. A deputada defendeu a manutenção dos dias e horários já conhecidos pela população, especialmente para garantir que quem acompanha os trabalhos da Assembleia pela TV Alego e pelos demais canais institucionais continue tendo previsibilidade sobre a atuação dos parlamentares.