A deputada estadual Bia de Lima (PT), que também é presidenta do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (SINTEGO), liderou nesta quarta-feira (5/3) uma grande mobilização em frente ao Palácio das Esmeraldas, em Goiânia, em defesa dos aposentados e aposentadas do estado. O ato reuniu servidores que cobram o fim do desconto de 14,25% da contribuição previdenciária, mantido mesmo após décadas de dedicação ao serviço público.
À frente da manifestação, Bia reafirmou seu compromisso com a categoria e destacou que já protocolou, na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, um novo projeto de lei para extinguir a cobrança. Segundo a parlamentar, o desconto é injusto, especialmente porque os aposentados já enfrentam redução significativa nos vencimentos ao perderem gratificações e auxílios no momento da aposentadoria. “Quem trabalhou a vida inteira merece respeito. Já contribuímos por toda uma vida. Não vamos nos aposentar de novo”, afirmou.
A deputada lembrou ainda que, nesta semana, esteve reunida com o presidente da Goiás Previdência (GoiásPrev) para cobrar agilidade na conclusão dos processos de aposentadoria e informou que terá nova audiência na próxima segunda-feira (9/5) para tratar do tema. Bia recordou que apresentou um projeto de lei estabelecendo prazo máximo de 90 dias para a finalização dos processos, permitindo que professores e servidores administrativos aguardassem em casa caso o prazo não fosse cumprido.
Embora a proposta tenha sido vetada pelo governador Ronaldo Caiado, a deputada ressaltou que a iniciativa cumpriu o papel de pressionar o governo a acelerar os trâmites. “Não é justo trabalhar de graça depois de uma vida inteira de contribuição”, destacou.
Durante sua fala, Bia também enfatizou que a maioria dos aposentados da Educação é composta por mulheres, muitas delas chefes de família, que utilizam o benefício para custear despesas essenciais, como medicamentos, alimentação e apoio a filhos e netos. No mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, a deputada reforçou que o fim do desconto de 14,25% também é uma pauta de justiça social e valorização das mulheres que construíram a educação pública em Goiás.
Em razão do ato, foi realizada uma reunião com o chefe de gabinete da Governadoria, Roger Seabra, que recebeu as demandas do movimento e informou que levará o pleito ao governador. Enquanto uma resposta oficial ainda é aguardada, a mobilização seguirá permanente, com ações de comunicação e pressão para que o projeto que põe fim à cobrança seja pautado e aprovado.
Como deputada estadual e presidenta do SINTEGO, Bia de Lima reafirmou que a luta não é eleitoral, mas sim por dignidade e respeito. “Não estamos aqui pedindo favor, estamos exigindo justiça. Quem dedicou 25, 30 anos à educação pública de Goiás não pode continuar sendo penalizado com um desconto de 14,25% na aposentadoria. Esse dinheiro faz falta na compra de medicamentos, na alimentação, no sustento da família. Já contribuímos a vida inteira. O que queremos agora é respeito, dignidade e o fim imediato dessa cobrança injusta. Essa luta é coletiva, é permanente e só vai terminar quando garantirmos esse direito aos nossos aposentados e aposentadas” declarou.