Bia de Lima critica cobranças de pedágios em Goiás e apresenta requerimento ao DNIT

“Particularmente, eu sempre fui contra a cobrança de pedágio. Goiás tinha poucos pedágios, mas, depois de um acordo que o estado e o DNIT, até mesmo as GOs passaram a ter a cobrança. E, mais ainda, a BR-060 de Goiânia para Jataí. É absurdo o valor cobrado, não é compatível pela qualidade do asfalto, a falta de zelo por parte da concessionária”, afirmou.

Parlamentar questionou valores cobrados nas rodovias e defendeu medidas para proteger trabalhadores, estudantes, pacientes e moradores que dependem de deslocamentos frequentes

A deputada estadual Bia de Lima (PT) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), nesta terça-feira (10/06), para criticar a ampliação da cobrança de pedágios em rodovias federais e estaduais que cortam Goiás. Além disso, a parlamentar apresentou o requerimento nº 11651/2026 ao Superintendente Regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no estado.

O objetivo é solicitar informações sobre as medidas previstas para mitigar os impactos econômicos decorrentes da cobrança de pedágio sobre moradores das localidades situadas no entorno das praças de cobrança. Especialmente, para aqueles que realizam deslocamentos frequentes e indispensáveis para trabalho, estudo, atendimento médico, atividades empresariais e demais necessidades cotidianas.

Durante o pronunciamento, a parlamentar afirmou estar preocupada com os custos que vêm sendo transferidos à população goiana em diferentes trechos rodoviários e questionou os critérios adotados para definição das tarifas:

“Particularmente, eu sempre fui contra a cobrança de pedágio. Goiás tinha poucos pedágios, mas, depois de um acordo que o estado e o DNIT, até mesmo as GOs passaram a ter a cobrança. E, mais ainda, a BR-060 de Goiânia para Jataí. É absurdo o valor cobrado, não é compatível pela qualidade do asfalto, a falta de zelo por parte da concessionária”, afirmou.

Bia chamou atenção para a situação da BR-060, no trecho entre Goiânia e Jataí, onde a nova concessão Triunfo Conserva prevê a instalação de quatro praças de pedágio. Segundo a deputada, é necessário avaliar os impactos que a medida poderá causar à população que transita na via.

Falta de acessibilidade

A parlamentar destacou, ainda, a realidade de pacientes que precisam viajar regularmente para tratamentos de saúde, além de moradores que trabalham em municípios vizinhos e utilizam diariamente as rodovias para garantir o sustento de suas famílias.

“Queremos saber como serão garantidas condições para que essas pessoas não tenham um prejuízo ainda maior em seus orçamentos. Há trabalhadores que se deslocam todos os dias entre cidades próximas. Há pacientes que precisam viajar constantemente para tratamento médico, tratamento de câncer. É preciso olhar para essa realidade”, ressaltou.

Pedágios em trechos adequados

Outro ponto levantado pela deputada foi a cobrança de tarifas em trechos que já receberam investimentos públicos significativos ao longo dos últimos anos. Bia citou como exemplo a BR-060 entre Jataí e Santa Rita do Araguaia, cuja duplicação foi realizada durante o governo da presidenta Dilma Rousseff.

A deputada também mencionou preocupações em relação a outros trechos rodoviários do estado, como as regiões de Itumbiara, Porangatu e Tocantins, onde usuários têm relatado dificuldades relacionadas aos custos das tarifas e à qualidade dos serviços prestados pelas concessionárias.

Governo Federal

Além do requerimento ao DNIT, Bia informou que pretende levar o debate ao Ministério dos Transportes e ao Governo Federal, buscando discutir alternativas que garantam equilíbrio entre a manutenção das rodovias e a capacidade de pagamento dos usuários.

Deputada aponta que estudantes não estariam sendo efetivamente avaliados e questiona se os indicadores educacionais refletem a realidade das salas de aula

Em seu discurso, a deputada ressaltou que a ampliação do acesso à educação também deve ser acompanhada da valorização de professores e servidores técnico-administrativos. Bia de Lima também comentou sobre a greve dos trabalhadores da educação municipal de Goiânia, que, segundo ela, já ultrapassa duas semanas. Ela cobrou avanços nas negociações. “É preciso ter muito mais cuidado e zelo, atender o pessoal, sentar, discutir e achar uma saída”, defendeu.

“Estamos fazendo todos os esforços, buscando diversas autoridades para intermediar a situação com o prefeito Sandro Mabel, que prometeu retirar todas as propostas que haviam sido apresentadas. Essa medida, além de não ajudar, piora o que já não estava bom. Estamos buscando a resolução para esse impasse, que é de obrigação da gestão. A pauta está colocada há anos, os trabalhadores não só querem, como têm direito a valorização”, apontou a deputada.