Bia de Lima cria comenda Paulo Freire, para homenagear professores goianos

A fim de homenagear os professores com relevantes serviços prestados à educação do Estado de Goiás e sejam reconhecidos pela comunidade, a Deputada Bia de Lima propôs na sessão desta quinta-feira, 8, o Projeto de Resolução que institui a Comenda Paulo Freire. O projeto atende à Constituição Estadual que estabelece ser de competência exclusiva da Assembleia Legislativa dispor sobre a organização interna da Casa.

De acordo com a proposta, participarão da escolha professores das redes estadual, municipal e privada da educação básica do Estado de Goiás. E caberá a cada unidade escolar indicar os professores a serem agraciados, mediante consulta à comunidade escolar, e encaminhar os nomes à Presidência da Comissão de Educação da Alego.

Um diploma de Honra ao Mérito, em forma de certificado, assinado pelo Presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, acompanhará a Comenda.

Paulo Freire

Paulo Regius Neves Freire (1921-1997) é o Patrono da Educação Brasileira. Foi professor e filósofo, influenciou a pedagogia crítica e é considerado um dos pedagogos mais notáveis do mundo. O livro “Pedagogia do Oprimido”, a obra mais famosa, é a terceira mais citada em trabalhos acadêmicos na área de ciências humanas. Paulo Freire está entre os 100 autores mais citados em estudos ao redor do mundo.

Em seu discurso, a deputada ressaltou que a ampliação do acesso à educação também deve ser acompanhada da valorização de professores e servidores técnico-administrativos. Bia de Lima também comentou sobre a greve dos trabalhadores da educação municipal de Goiânia, que, segundo ela, já ultrapassa duas semanas. Ela cobrou avanços nas negociações. “É preciso ter muito mais cuidado e zelo, atender o pessoal, sentar, discutir e achar uma saída”, defendeu.

“Estamos fazendo todos os esforços, buscando diversas autoridades para intermediar a situação com o prefeito Sandro Mabel, que prometeu retirar todas as propostas que haviam sido apresentadas. Essa medida, além de não ajudar, piora o que já não estava bom. Estamos buscando a resolução para esse impasse, que é de obrigação da gestão. A pauta está colocada há anos, os trabalhadores não só querem, como têm direito a valorização”, apontou a deputada.

Para Bia, o calendário eleitoral não deve servir de justificativa para reduzir a rotina de funcionamento do Parlamento. A deputada defendeu a manutenção dos dias e horários já conhecidos pela população, especialmente para garantir que quem acompanha os trabalhos da Assembleia pela TV Alego e pelos demais canais institucionais continue tendo previsibilidade sobre a atuação dos parlamentares.