A deputada estadual Bia de Lima (PT) usou a tribuna da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), nesta quarta-feira, 01/04, para cobrar providências diante do aumento considerado abusivo nos preços dos combustíveis, especialmente do diesel, e defender medidas emergenciais adotadas pelo Governo Federal para proteger consumidores e trabalhadores.
Durante o pronunciamento, a deputada destacou que os reajustes recentes não têm relação direta com anúncios oficiais da Petrobras, o que, segundo ela, levanta suspeitas sobre possíveis abusos na cadeia de distribuição. “Estão utilizando a guerra no Oriente Médio como desculpa, mas o Brasil é produtor. Tivemos aumento na gasolina, no etanol, que é produzido aqui e, principalmente, no diesel, de forma completamente injustificável”, afirmou.
Bia de Lima chamou atenção para os valores praticados em Goiás, com o diesel chegando a cerca de R$ 7,70 em Goiânia e até R$ 8,50 em municípios como Caldas Novas. Para a deputada, a situação exige investigação rigorosa.
A deputada também destacou a iniciativa do Governo Federal, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que prevê um subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel importado, com foco em reduzir os impactos sobre caminhoneiros e o setor produtivo. Segundo ela, a medida é fundamental para conter efeitos em cadeia na economia.
“A alta do diesel impacta diretamente o transporte, encarece a cesta básica e pressiona a inflação. Não estamos falando apenas do valor na bomba, mas de todo um efeito que atinge principalmente quem mais precisa”, ressaltou.
Bia elogiou ainda a decisão do governo de Goiás de aderir à proposta e contribuir com parte do subsídio. Para ela, a medida é fundamental para frear a escalada de preços no estado e garantir maior equilíbrio econômico nos próximos meses.
Por fim, a parlamentar reforçou a necessidade de atuação firme dos órgãos de fiscalização e defendeu medidas contínuas para proteger o consumidor. “O Procon precisa agir com rigor e, quando for o caso, a polícia também deve atuar. Precisamos garantir que o trabalhador não pague por aumentos abusivos e injustificados”, concluiu.